Instituto de Estudos de Gênero
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Obras sobre “moda”

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1° Encontro Bafo – Mesa 2: A diversidade está na moda?

A luta dos movimentos LGBTIAP+ por espaço e reconhecimento vem de longa data, por outro lado, algumas visibilidades acabam por criar uma ilusão de destaque, que não está de acordo com avanços em direitos para essas populações. Esses paradoxos e inquietações, apropriação do capitalismo das nossas lutas e o modo como se dão as representatividade nas marcas de moda são os principais objetos de discussão da mesa “A diversidade está na moda?”. Partindo de seus trabalhos teóricos e práticos, convidamos Vicenta Perrota, Ariel Nobre e Heloísa Santos para pensar as consequências e estratégias para burlar as práticas hegemônicas coloniais e cisheteronormativas que incidem sobre os corpos de grupos dissidentes.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Vídeos
1° Encontro Bafo – Mesa 1: Abertura do evento & Qual a importância da moda para pessoas LGBTQIAP+?

A moda hegemônica pode servir como uma tecnologia de reprodução dos gêneros e sexualidades dominantes, mas, historicamente, roupas, acessórios e estéticas corporais também foram (e são) usadas para subverter essa norma. Pessoas LGBT+s, especialmente não brancas, reviram a moda há séculos, criando outras possibilidades de expressão e construção de si, para fora do padrão de existência branco cisheteronormativo. Na dissidência estética, reside potência criativa e de vida. Com isso em mente, convidamos para conversar sobre a importância da moda e construções estético-corporais de pessoas LGBT+, junto com suas intersecções, Caroline Ricca Lee, Jamine Miranda (Preta Caminhão), e Xãtana Xãtara.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Recortes de revistas
Modelito dona Ruth

Matéria da revista Istoé (1995) escrita por Cilene Pereira sobre o mercado feminino, a independência da mulher e sobre moda, citando Ruth Cardoso como exemplo.

  • 8 de março de 1995
Artigo
Educação e produção de moda na Segunda Guerra Mundial: as voluntárias da Legião Brasileira de Assistência

As transformações observadas na educação e na moda durante os anos de 1942-1945, da participação do Brasil na Segunda Guerra mundial, são analisadas por intermédio dos estilos e perfis criados pela Legião Brasileira de Assistência para as voluntárias. Examino os cursos, os serviços e as atividades criadas pela instituição a fim de envolver e preparar as voluntárias para revelar os estilos e perfis femininos que emergem no cenário nacional e mostrar como a guerra refletiu e influenciou o comportamento e o vestuário femininos.

  • Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
  • 2008
Artigo
Elegância e atitude: diferenças sociais e de gênero no mundo da moda

As distinções mais óbvias que podem ser observadas no mercado de moda são aquelas que dizem respeito às diferenças de gênero, independente da classe ou do grupo social a que se faça referência. Dentro desse universo podem ser encontradas duas noções, elegância e atitude, que condensam, a um só tempo, marcas de gênero, sociais e individuais. No caso da noção de elegância, o discurso, tanto quanto a roupa ou o próprio indivíduo, traduz sempre um ato de remissão a uma determinada concepção de ordem social, entendida como natural. As diferenças de gênero são relevantes, nesse contexto, porque demarcam posições sociais entendidas como naturais. Já a noção de atitude não cobra, necessariamente, uma ordem social e natural, mas uma ordem pessoal. O discurso e a roupa traduzem um caráter individualista, supondo ser o indivíduo quem imprime um sentido a sua inserção social, ainda que eventual ou momentânea. Nesse contexto, na maior parte das vezes, o individualismo ganha expressão através de uma linguagem estruturada como se não tivesse gênero.

  • Cadernos Pagu, O risco do bordado, v.22
  • 2004

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