Instituto de Estudos de Gênero
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Obras sobre “mulher negra”

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Revista
Nós merecemos este respeito

Mulheres negras em marcha, marcha por reparações.

Recortes de jornais
Benedita da Silva: a "preta teimosa" do senado

Neste recorte de jornal de 1994 é evidenciada a senadora eleita pelo PT Benedita da Silva. Ativista do Movimento Negro e Militante da igreja evangélica, acredita que "O Brasil só será livre quando os negros, as mulheres e os índios forem livres também."

Revista
CRIOLA

Revista CRIOLA, edição n°14, de 2004. Fala a respeito da saúde e raça, além de abordar um panorama sobre a Política Nacional de Saúde da População Negra.

Artigo
PARA ALÉM DOS FEMINISMOS: UMA EXPERIÊNCIA COMPARADA ENTRE GUINÉ-BISSAU E BRASIL.

Embora tenham suas especificidades – geográficas, demográficas, políticas, econômicas, étnicas e raciais, tanto o Brasil quanto a Guiné-Bissau são ex-colônias portuguesas e apresentam-se como duas realidades sociais em que as mulheres negras, etnicamente diferenciadas e racializadas, elaboram um novo tipo de feminismo a partir de suas relações com ações coletivas dos seus grupos de pertença na reivindicação dos próprios direitos. Referindo-se à América Latina, Lugones (2008) demonstrou como a colonialidade do poder, resultante da experiência e da hierarquia racial da colonização, significou também uma colonialidade de gênero, mas, em que medida é também uma realidade para o contexto africano? Como procuramos demonstrar, o próprio conceito de raça e, consequentemente, de racismo, assumem dinâmicas diferenciadas nas duas sociedades. E o uso do conceito de gênero parece ser mais importante para pensar como as desigualdades se estruturam no Brasil, se comparado à experiência nos países africanos, particularmente na Guiné-Bissau. Nosso objetivo é analisar a experiência do “feminismo negro” nos dois países, numa perspectiva comparada. Buscamos compreender em que medida essas duas realidades apresentam cenários similares no que tange às lutas ideológicas, políticas e sociais das mulheres.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.3
Artigo
Hermenêutica Negra Feminista: um ensaio de interpretação de Cântico dos Cânticos 1.5-6

A partir da instrumentalidade da Hermenêutica Negra Feminista, pretende-se interpretar Cântico dos Cânticos, capítulo 1, versículos 5-6. Nesse exercício hermenêutico que privilegia a experiência da mulher negra, marcada pelo sexismo, racismo e classismo, propõese resgatar o texto de sua unilateral interpretação ocidental. Evidencia-se que a tradução desse texto bíblico tem sido condicionada pela lógica do etnocentrismo, e as interpretações são pautadas pelo eurocentrismo, o que acaba inviabilizando a identificação da influência afro-asiática na formação e autocompreensão dos israelitas.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.3

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