CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “nação”
10 resultados

O texto retoma a literatura crítica e múltipla que, a partir de diversas perspectivas teóricas, com ênfase em diferentes períodos históricos e países, trata das relações entre meios de comunicação de massa e representações das relações de gênero. Essa revisão bibliográfica seleciona trabalhos sugestivos para a discussão que se segue sobre as principais convenções das novelas brasileiras, gênero de programação que articula elementos do documentário e da ficção, tratando da nação em termos melodramáticos. Análise de títulos relevantes exibidos nos anos 70 e 80 sugere que novelas pautaram o espaço público brasileiro em termos que expandem o domínio convencionalmente definido como feminino.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.1

As revisões sobre os estudos clássicos de família no Brasil convergem na crítica ao patriarcalismo como modelo genérico e fixo de descrição dessa instituição, propondo que a família brasileira era uma pluralidade dispersa de experiências. Sugerimos que já nas narrativas ensaísticas sobre a identidade nacional existem modelos plurais de família brasileira, diversificados em termos da compreensão dos arranjos locais de relações familiares. Com esse objetivo, relemos, sob o eixo família-nação-região, dois conjuntos de ensaístas significativos para a construção de identidades regionais particulares (primeiro, Alfredo Ellis Jr. e Cassiano Ricardo; segundo, Alceu Amoroso Lima e Sylvio de Vasconcellos), pensadores/produtores de visões de São Paulo e de Minas Gerais, respectivamente, enquanto culturas e sociedades em grande parte caracterizadas por suas experiências de organização familiar própria.
- Estudos Feministas, vol. 9, n.2

O objetivo deste artigo é trazer à cena um outro pólo de um esquema comparativo que tradicionalmente toma como referência os Estados Unidos e que aparece em muito menor destaque nas análises clássicas sobre as relações "raciais": a África do Sul. O foco desta comparação serão os relacionamentos afetivo-sexuais "inter-raciais" em ambos os países. Tais relacionamentos, sejam eles formais ou não, são tidos como uma espécie de sismógrafo do grau e extensão do preconceito e da discriminação "raciais" e fornecem um rico campo exploratório para o inter-cruzamento e análise sobre alguns arranjos possíveis entre "raça", sexualidade e gênero.
- Cadernos Pagu, Cara, cor, corpo, v.23

Procuro analisar a essencialização da construção da imagem da Nação brasileira, via futebol, tanto no senso comum, como entre autores que dedicaram-se ao assunto, que serão lidos como produtores de representações da construção da imagem da nação. Os potenciais classificadores do gênero e da raça otimizam as narrativas do nacionalismo no futebol brasileiro, e amplificam a carga essencialista da identidade nacional por ele transmitida. Tentando ressaltar pretensas substâncias do povo brasileiro, as ideologias nacionalistas demarcam o pertencimento a uma nação ideal e vitoriosa baseando o estilo brasileiro de futebol, conhecido como "futebol-arte", em supostas características herdadas geneticamente pelos negros do país. Por outro lado, estabelecendo o tipo de cidadania que é pensada para cada sexo, o futebol brasileiro também constrói e comunica as diferenças impostas pela construção da nação a partir das relações entre os gêneros.
- Cadernos Pagu, Raça e gênero, v.6_7

Este artigo discute, a partir de dois autores significativos do pensamento social brasileiro ? Cassiano Ricardo e Alfredo Ellis Jr. ?, a relação entre gênero e raça como categorias de ordenamento dos discursos construtores da Nação. Estes ensaístas representam uma vertente de imaginação do Brasil que procura pela gênese da nacionalidade nos momentos fundadores de sua geografia e configuração demográfica. Pretende-se pensar de que maneira a geografia imaginativa neles existente ? dividindo o Brasil em sertão e litoral ? oportuniza os códigos de gênero e raça para indicar lugares físicos e cívicos para mulheres, homens, negros, brancos e mestiços.
- Cadernos Pagu, Raça e gênero, v.6_7
