CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “narrativas”
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É um estudo sobre a forma como se apresenta a bruxaria para os moradores nativos da Lagoa da Conceição, uma comunidade periférica de colonização açoriana, da Ilha de Santa Catarina. Através da análise das narrativas de homens e mulheres, procura-se compreender uma dimensão do imaginário nativo subjacente às manifestações mais explícitas de sua cultura e não tornado visível pelos modelos e discursos conscientemente manipulados. Falam de um mundo feminino em que as mulheres aparecem como poderosas e ameaçadoras, corporificadas na figura da bruxa. Apesar de suas raízes na bruxaria européia medieval e moderna, a bruxaria apresenta-se na Lagoa mais do que como fragmentos que sobreviveram ao tempo ou simples explicação para as dificuldades da vida cotidiana. Ela constituiu-se em uma verdadeira cosmologia em que os nativos falam de seu mundo e de si mesmos.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado

Este é o primeiro livro de uma coleção de três publicações que reúnem artigos apresentados nos encontros internacionais do Fazendo Gênero 4 e 5.
- Português
- LISBÔA, Maria Regina Azevedo (Org.) e MALUF, Sônia Wiedner

Este artículo1 explora la producción de políticas reparativas en el movimiento de lesbianas, gays, bisexuales y trans en el Perú. Otorgando un protagonismo muchas veces negado al lugar de los afectos, se sostiene que las políticas reparativas son necesarias para la supervivencia de activistas y activismos LGBT. Además, se postula que las políticas reparativas habilitan posibilidades y alianzas inimaginables por las normas hegemónicas, radicalizando así el compromiso colectivo del movimiento LGBT por justicia social.
- Estudos Feministas, vol. 22, n.1

Neste trabalho buscamos ver e entender como a sexualidade tem sido tratada nas práticas de sala de aula das séries iniciais, considerando que a percebemos como uma construção histórica e cultural. Examinamos narrativas de professoras sobre suas vivências em sala de aula envolvendo sexualidade, a fim de conhecer os discursos e as estratégias que atuavam na constituição da sexualidade das crianças através das pedagogias escolares utilizadas por elas. Nas experiências narradas, tornaram-se presentes a atuação e a correlação tanto de diversos discursos – da biologia, das identidades de gênero e sexuais, da criança inocente e assexuada, da família, da proteção – quanto de interdições – as explicações do campo biológico, as transferências de alunos, as nomeações pejorativas, as repreensões, as micropenalidades, por exemplo.
- Estudos Feministas, vol. 12, n.1

Esta é uma pesquisa intervenção na qual foram usadas oficinas de narrativas de histórias como dispositivo para estimular o empoderamento de mulheres. Essas oficinas, que contaram com a participação de dez mulheres em situação de violência de gênero, foram realizadas na sede da organização não-governamental Maria Mulher, situada na Vila Cruzeiro do Sul, no município de Porto Alegre. A partir de oficinas de narrativas de histórias em que se tematizaram histórias do feminino, especialmente afro-brasileiras, a pesquisa teve como objetivo principal compreender o que acontece com as mulheres que sofreram ou sofrem violência. Realizadas em cinco encontros nos quais as mulheres contaram e ouviram histórias e participaram de vivências, as oficinas oportunizaram espaço para narrar, ouvir e ritualizar as histórias das orixás e ressignificar as vidas a partir dessas vivências. Essa intervenção operou com as subjetividades das mulheres que fizeram parte da pesquisa e mostrou-se capaz de fortalecer algumas delas. A experiência constituiu um dispositivo de estímulo ao empoderamento das mulheres e contribuiu para o resgate da memória individual e coletiva desse grupo.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.3
