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Sobre o CEDOCObras sobre “parentesco”
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Este artigo pretende abordar um tema ainda pouco estudado nas ciências sociais brasileiras: as relações de parentesco e família dos militares, no caso, do Exército. A partir de uma etnografia realizada na Academia Militar das Agulhas Negras (instituição do Exército brasileiro) e em sua respectiva vila, entre 2007 e 2008, percebeu-se que entre os militares é recorrente o uso do termo “Família Militar”, que indica ora o contingente militar da instituição, ora a família no seu sentido privado (cônjuge e filhos), ora todos esses elementos juntos. Tal uso da noção de família revelou uma concepção particular, que sugere sua ligação com aspectos sociológicos também específicos da vida militar. Com base nisso, este artigo tem como foco as noções e formas de família dos militares e busca analisar as relações e configurações estabelecidas entre exército e família.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.3
- 2013

En este artículo se reflexiona en torno a los análisis genéticos para la identificación de niños apropiados durante la última dictadura militar argentina. Para ello se consideran las discusiones sobre la dicotomía naturaleza-cultura, abordando el parentesco como una construcción política a partir de la acción de búsqueda de Abuelas de Plaza de Mayo, en su promoción de técnicas científicas para el “descubrimiento” del vínculo biológico. En este sentido, se estudian también las formas de construcción jurídica de las familias conectadas a la identificación; la constitución posterior de relaciones familiares, así como ciertos efectos sociales que las trascienden. De esta forma, se argumentará que aún en los casos en los cuales el parentesco parece agotarse en el vínculo de sangre, lo biológico no existe por fuera de las prácticas sociales y simbólicas.
- Estudos Feministas, vol. 18, n.1
- 2010

Os temas centrais desse artigo, reunificação familiar em geral e teste de DNA em particular, surgiram a partir de uma pesquisa em andamento acerca de jovens da Somália na Finlândia. Desde 1996, realizo uma pesquisa etnográfica – em escolas, clubes de jovens, ruas e cafés – com jovens da Somália que chegaram à Finlândia por volta de 1994 e que freqüentam escolas finlandesas nos subúrbios de Helsinki. Meu interesse geral nesta pesquisa longitudinal era conhecer as experiências de passagem para a vida adulta em contextos altamente diferenciados, não apenas do ponto de vista do país anfitrião, mas também cultural e transnacionalmente. O tema, testes de DNA, toca na questão central desta pesquisa de modo profundo. Aqui, crescer não é visto como uma simples questão biológica. É um processo social no qual as relações, como laços de parentesco, são constituídas, vivenciadas e contestadas. Essas relações são poderosas para a identificação individual e social. A testagem-DNA pode violar simbólica e fisicamente o processo social de identificações íntimas e de integridade pessoal.
- Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29
- 2007

O trabalho trata do universo de representações das novas tecnologias reprodutivas, refletindo sobre as implicações desses procedimentos para as noções ocidentais de pessoa e de parentesco. Tais técnicas incidem no modo ocidental de pensar a reprodução e o domínio da natureza. A abordagem sobre pessoa se detém em textos relacionados à figura do embrião extracorporal gerado por meio da fertilização in vitro. A análise do parentesco enfoca como as novas tecnologias reprodutivas reconfiguram as representações de parentesco e, reciprocamente, de que forma as concepções ocidentais de parentesco constituem a compreensão das tecnologias, levando em conta crenças ocidentais sobre a natureza enquanto fundamento da realidade. A pesquisa utiliza como material para análise matérias sobre novas tecnologias reprodutivas publicadas na grande imprensa brasileira entre os anos de 1994 e 2000.
- Estudos Feministas, vol. 9, n.2
- 2001

Nesse artigo, examino uma prática local – a circulação de crianças em bairros populares de uma grande cidade brasileira – à luz do contexto mais amplo que inclui a adoção nacional e internacional. Inicio com a descrição etnográfica de redes de ajuda mútua e valores familiares de duas mulheres que, por causa de extrema miséria, confiaram seus filhos aos cuidados de outrem. Procuro entender como essas mulheres significam a “circulação” de suas crianças e, num segundo momento, pergunto se, no seu entendimento, as leis regendo a adoção legal seriam inteligíveis. Finalmente, teço uma curta reflexão sobre discursos encontrados entre europeus e norte-americanos que recorrem à adoção, questionando a aplicação diferencial desses discursos no âmbito internacional.
- Cadernos Pagu, v.26
- 2006
