Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “parteiras”

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Artigo
VIVÊNCIAS COTIDIANAS DE PARTEIRAS E ‘EXPERIENTES’ DO TOCANTINS

Através dos relatos orais, mediante as lembranças do passado de descendentes de antigos quilombolas, o presente artigo analisa as práticas cotidianas de parteiras, curandeiras e suas descendentes na região do Tocantins, no Pará – norte da Amazônia. Ao lado da assistência ao parto, essas mulheres desempenharam uma série de atividades relacionadas aos processos de curas e manipulação de plantas medicinais, bem como trabalhos para sobrevivência, muitos deles nem sempre considerados em outras regiões e culturas como sendo atividades compatíveis com o sexo feminino. Este artigo contribui, assim, para repensar a importância do estudo das práticas cotidianas para o conhecimento dos diferentes papéis exercidos por mulheres e homens, e também para repensar como se dá a relação entre gêneros, inclusive as formas de dominação em determinada sociedade.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.2
  • 2002
Artigo
TEMPOS MODERNOS, NOVOS PARTOS E NOVAS PARTEIRAS: O PARTO NO JAPÃO DE 1868 AOS ANOS 1930

As shin-sanba, ou ‘novas parteiras’ medicalizadas, que apareceram durante o período Meiji (1868–1912) no Japão, parecem ter, aos olhos atuais, substituído rapidamente e sem conflito as ‘velhas parteiras’ (kyû-sanba) e as cada vez mais criminalizadas ‘parteiras não licenciadas’ (mumenkyo-sanba), enquanto a profissão de parteira foi se desenvolvendo progressivamente como profissão médica moderna. Este artigo sugere que a história das parteiras na era moderna foi mais complexa do que aquilo que se imagina atualmente. Primeiro, o surgimento e a prosperidade das shin-sanba estiveram intrinsecamente ligados às contingências do Japão moderno e ao inter-relacionamento de vários grupos de atores históricos – autoridades da higiene, sankai (ginecologistas-obstetras), outras parteiras e ‘clientes’. Segundo, ao longo da era moderna, as shin-sanba não substituíram outros tipos de parteiras; na verdade, os diferentes tipos co-existiram. Por fim, a existência e o status das parteiras dependeram em grande parte de um mercado de serviços de saúde marcado pelo laissezfaire, e as realidades desse mercado muitas vezes contradiziam a retórica médica que favorecia as shin-sanba em relação a outros tipos de parteiras.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.2
  • 2002
Artigo
Parteiras: o outro lado da profissão

Este artigo tem por objetivo fornecer subsídios para a análise do cotidiano das parteiras diplomadas que atuavam no meio urbano. Antecedendo as enfermeiras e as profissionais liberais (médicas, dentistas, farmacêuticas, advogadas etc.), as parteiras podem ser consideradas senão o primeiro grupo profissional feminino, um dos primeiros a enfrentar as exigências do mercado de trabalho capitalista, daí o interesse em conhecer as estratégias utilizadas e as dificuldades enfrentadas para sua inserção profissional. O estudo refere- se às cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, tem como recorte cronológico 1830 e 1930 e destaca a importância da imprensa (anúncios, cartas de leitores e reportagens), como fonte documental para a história dos profissionais de saúde.

  • Revista Gênero, v.6 n.1
  • 2005
Artigo
Parteiras e controle da natalidade na Europa do século XX

Este artigo trata das políticas demográficas e da repressão imposta às práticas de controle da natalidade no norte europeu (Inglaterra, Países Baixos, França e Alemanha) na primeira metade do século XX. Com base na vasta historiografia - principalmente anglo-saxã, e no conjunto de leis e regulamentos relacionados a parteiras e ao controle da natalidade daquela região, examina as diversidades geográficas e culturais, os contextos históricos distintos, e os simbolismos que presidem orientações do controle da reprodução. Destaca resultados ambivalentes de dinâmicas sociais nas experiências de regulamentação das atividades de parteiras e seus percursos profissionais, com suas contradições e diacronias, levando em conta a delicada relação com a classe médica.

  • Revista Gênero, v.6 n.1
  • 2005
Artigo
Entre a benemerência e as Políticas Públicas: a atuação da Liga Baiana contra a mortalidade infantil no começo do século XX

Este artigo trata da criação da Liga Baiana Contra a Mortalidade Infantil, instituição que desde o ano de 1923 se dedicou à proteção e ao atendimento médico e assistencial à maternidade e à infância na cidade de Salvador. O objetivo desta análise é compreender o contexto político da problemática social da maternidade e da infância, bem como o papel desempenhado pela Liga ao propor uma ação articulada entre a benemerência e os poderes públicos, ação esta que efetivamente foi bem-sucedida e serviu de modelo para as políticas públicas implementadas pelo governo federal a partir da década de 1940. Também se discute os ideais de maternidade divulgados pelos agentes sociais envolvidos com a assistência às mães pobres e seus filhos.

  • Revista Gênero, v.6 n.1
  • 2005

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