Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “relações internacionais”

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Artigo
Réquiem para dois pássaros de gelo: a coreografia da exclusão na patinação artística soviética e a construção da potência esportiva mundial

O objetivo é examinar os fatores responsáveis pela construção da hegemonia dos atletas soviéticos da patinação artística de duplas e da dança no gelo nas principais competições internacionais a partir da década de 1960, bem como os efeitos dessa hegemonia na construção da imagem da União Soviética como potência esportiva mundial. O uso do desempenho dos casais em competições era um veículo para a comunicação internacional dos sucessos do regime comunista na preparação técnica de sua população. O aparato criado em torno da patinação artística de duplas e da dança no gelo na União Soviética era imbuído de um viés político heteronormativo, que naturalizava as hierarquias que situavam a mulher numa posição de dependência em relação ao homem e contribuía para a exclusão de práticas que apontavam para o questionamento da ordem patriarcal erguida pelo regime comunista.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.3
  • 2013
Artigo
O debate e os debates: abordagens feministas para as relações internacionais

O artigo reúne e discute as abordagens feministas para as Relações Internacionais. O encontro entre os campos dos Estudos de Gênero e Relações Internacionais data de pouco mais de duas décadas, e representa um movimento simultâneo ao do surgimento do chamado “terceiro debate” em RI. Dessa forma, pretende-se, além de discutir a aplicação do gênero como categoria de análise para as relações internacionais, argumentar que essa aplicação está intimamente ligada às críticas às teorias convencionais de RI que surgem no contexto do terceiro debate.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.1
  • 2013
Artigo
Bravos novos mundos: uma leitura pós-colonialista sobre masculinidades ocidentais

O objetivo deste ensaio é discutir, com base numa perspectiva pós-colonialista, o papel das masculinidades ocidentais em dois momentos de expansão da ordem internacional: as expansões colonial e imperialista dos séculos XVI a XIX e a construção de uma ordem internacional globalizada nos séculos XX e XXI. Ainda que os conceitos que definem tais masculinidades variem com base nas diferenças de cultura, tempo e locais identitários, elas estabeleceram hierarquias entre identidade e diferença. Mesmo assim, é possível pensar no reconhecimento da diversidade e na exploração das possibilidades alternativas das "zonas de contato" psicológico e social. Isso ocorreria a partir do compartilhamento de experiências e de críticas às formas de produção da alteridade consolidadas por relações binárias de poder nas instituições político-sociais, visando à superação de tais perspectivas excludentes no pensamento e na prática. Viabiliza-se, assim, a conversação entre tradições que respondem à opressão gerada no processo de reprodução das masculinidades ocidentais.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.1
  • 2011
Artigo
As mulheres, os outros e as mulheres dos outros: feminismo, academia e Islão

O véu, real ou metafórico, das mulheres muçulmanas faz, hoje em dia, parte de um claro e sonante argumentário político a diferentes níveis. Este artigo relembra a necessidade de objectivar o modo como as relações generificadas entre a Antropologia, o Islão e as políticas internacionais e nacionais contribuíram para a produção desse argumentário, concorrendo, assim, para o seu espessamento político. Para “descobrir” as mulheres muçulmanas, a Antropologia tem que se “desvelar” de constrangimentos políticos imediatos.

  • Cadernos Pagu, Mudanças, v.30
  • 2008
Livro
Norberto Bobbio: democracia, direitos humanos, guerra e paz
  • Português
  • TOSI, Giuseppe

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