CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
O IX Plenário do Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina (CRP-12), a partir do acúmulo de experiências desenvolvido pelo "GT Gênero e Sexualidades", estabeleceu como um dos objetivos da gestão (2016-2019) a produção deste livro a fim de dar continuidade com a problematização da temática da "Despatologização das Travestilidades e Transexualidades", demarcando o compromisso ético-político da Psicologia diante da produção histórica de categorias patologizadoras e excludentes que marginalizam pessoas travestis e transexuais. Para continuar esta conversa, convidamos as pessoas que participaram dos seminários "Despatologização das Travestilidades e Transexualidades" desenvolvidos pelo CRP-SC em 2016 e 2017, bem como outras pessoas importantes no cenário brasileiro destas discussões, para ampliar o debate sobre como o exercício da Psicologia pode possibilitar a construção de espaços de resistência aos processos de patologização que envolvem as experiências das pessoas trans e travestis, no Brasil.
- Português
- Conselho Regional de Psicologia (Santa Catarina)
O livro "Tentativas de Aniquilamento de Subjetividades LGBTIs", organizado pelo Conselho Federal de Psicologia, por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, apresenta um mosaico de histórias de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTIs) que retratam os intensos sofrimentos ético-políticos e os processos de resistência decorrentes de diversas formas de violências, preconceitos, injustiças e exclusão.
- Português
- Conselho Federal de Psicologia
Sete contos, diferentes pontos de vista, narradores que nos conduzem por seus caminhos através de desvios, curvas e pontes, pra brincar de inventar corpo e gênero. Esse livro é uma pequena presença para questionar as ausências de personagens trans na maioria dos outros materiais publicados que passaram por minhas mãos. Encontrar literaturas que se identifiquem com minhas vivências é uma maneira de me sentir presente no mudo e de vislumbrar realidades possíveis para nossa existência. Nos queremos presentes, nos queremos vivendo.
- Português
- Alcan
Este livro vem em muito boa hora: a configuração de direita que estamos vivendo no país Brasil e em vários outros países, com perda de direitos, perseguição aos movimentos sociais e desqualificação das lutas das minorias, desprestígio da ciência e das universidades. Esse contexto tem levado o país para situações bastante difíceis e tem, ao mesmo tempo, agido com grande força, cujas consequências não sabemos quando se poderão reverter, o que exige que documentemos todos os desejos, todas as lutas, as mobilizações e alianças. É o que faz este livro: documenta a presença das mulheres em diferentes ações públicas e privadas. Mostra que há muito tempo as mulheres incorporaram as lutas políticas, publicaram periódicos, investiram no humor para divulgar suas reivindicações, atuaram nas artes, na religião e no espaço doméstico. Enfim, estavam em todos os lugares. Isso, entretanto, não garantiu que fossem vistas, consideradas e respeitadas. O que as autoras deste livro fazem é pensar as lutas feministas como um conflito que ora ganha espaço nas mídias, nas discussões, nas leis e na vida das pessoas e ora perde força e é desqualificado em nome de uma moralidade cínica com o viés de fundamentalismo religioso. O pacto masculinista que neste momento assume o poder nas diversas instituições públicas tenta apagar tudo que significa justiça social, inclusão, solidariedade e conhecimento. E sabemos que esse é um projeto internacional e que conta com muito recurso. Por isso, tudo que documenta a diversidade sexual, a capacidade das mulheres, a inteligência, a astúcia, o riso, a alegria, enfim, as lutas, é bem-vindo. Vamos precisar desses registros para sabermos tudo que já foi vivido e realizado, para quando conseguirmos derrotar esse descalabro, essa destruição planejada das poucas conquistas, realizadas com tanta luta. Este livro mostrará que mesmo não tendo alcançado um mundo sem machismo, sem descriminação e com equidade de gênero, muito do caminho estava sendo percorrido. E, portanto, poderemos recuperar todas essas poucas conquistas, para resistir e recomeçar de onde nos obrigaram a parar. Este livro é, portanto, um livro-documento desse conflito cotidiano chamado feminismo.
- Português
- Cristina Scheibe Wolf.
Este livro trata de mulheres armadas: policiais, soldados, guerrilheiras. A discussão proposta vai além da narrativa de incorporação das mulheres nesses espaços, tidos como construtores da masculinidade, nos quais sua presença foi sistematicamente negada e/ou ocultada. Trata-se de uma reflexão que envolve o gênero, uma vez que a instituição da guerra, das armas e a violência de uma maneira geral são associados ao masculino e negadas ao feminino. Chamo atenção para o caráter feminista e militante deste livro, pois ele contribui para romper o esquecimento imposto às mulheres que participaram e participam dos espaços e eventos militares, guerreiros, guerrilheiros e, ao mesmo tempo, para desconstruir estereótipos de gênero. Escritos por pesquisadoras de diferentes formações (História, Pedagogia, Direito e Sociologia), os capítulos estão enlaçados a partir da discussão de como as delimitações do binarismo do gênero foram negociadas, transgredidas e/ou ressignificadas a partir da presença de mulheres na esfera considerada da ação militar: seja na polícia, no exército ou na guerrilha. Vale a pena ler cada capítulo refletindo sobre o ocultamento dessas guerreiras, quanto é, claro sobre a centralidade da guerra e da violência na nossa sociedade em que queremos da paz.
- Português
- Rosemeri Moreira





