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Sobre o CEDOC945 livros

Este livro vem em muito boa hora: a configuração de direita que estamos vivendo no país Brasil e em vários outros países, com perda de direitos, perseguição aos movimentos sociais e desqualificação das lutas das minorias, desprestígio da ciência e das universidades. Esse contexto tem levado o país para situações bastante difíceis e tem, ao mesmo tempo, agido com grande força, cujas consequências não sabemos quando se poderão reverter, o que exige que documentemos todos os desejos, todas as lutas, as mobilizações e alianças. É o que faz este livro: documenta a presença das mulheres em diferentes ações públicas e privadas. Mostra que há muito tempo as mulheres incorporaram as lutas políticas, publicaram periódicos, investiram no humor para divulgar suas reivindicações, atuaram nas artes, na religião e no espaço doméstico. Enfim, estavam em todos os lugares. Isso, entretanto, não garantiu que fossem vistas, consideradas e respeitadas. O que as autoras deste livro fazem é pensar as lutas feministas como um conflito que ora ganha espaço nas mídias, nas discussões, nas leis e na vida das pessoas e ora perde força e é desqualificado em nome de uma moralidade cínica com o viés de fundamentalismo religioso. O pacto masculinista que neste momento assume o poder nas diversas instituições públicas tenta apagar tudo que significa justiça social, inclusão, solidariedade e conhecimento. E sabemos que esse é um projeto internacional e que conta com muito recurso. Por isso, tudo que documenta a diversidade sexual, a capacidade das mulheres, a inteligência, a astúcia, o riso, a alegria, enfim, as lutas, é bem-vindo. Vamos precisar desses registros para sabermos tudo que já foi vivido e realizado, para quando conseguirmos derrotar esse descalabro, essa destruição planejada das poucas conquistas, realizadas com tanta luta. Este livro mostrará que mesmo não tendo alcançado um mundo sem machismo, sem descriminação e com equidade de gênero, muito do caminho estava sendo percorrido. E, portanto, poderemos recuperar todas essas poucas conquistas, para resistir e recomeçar de onde nos obrigaram a parar. Este livro é, portanto, um livro-documento desse conflito cotidiano chamado feminismo.
- Português
- Cristina Scheibe Wolf.

Este livro trata de mulheres armadas: policiais, soldados, guerrilheiras. A discussão proposta vai além da narrativa de incorporação das mulheres nesses espaços, tidos como construtores da masculinidade, nos quais sua presença foi sistematicamente negada e/ou ocultada. Trata-se de uma reflexão que envolve o gênero, uma vez que a instituição da guerra, das armas e a violência de uma maneira geral são associados ao masculino e negadas ao feminino. Chamo atenção para o caráter feminista e militante deste livro, pois ele contribui para romper o esquecimento imposto às mulheres que participaram e participam dos espaços e eventos militares, guerreiros, guerrilheiros e, ao mesmo tempo, para desconstruir estereótipos de gênero. Escritos por pesquisadoras de diferentes formações (História, Pedagogia, Direito e Sociologia), os capítulos estão enlaçados a partir da discussão de como as delimitações do binarismo do gênero foram negociadas, transgredidas e/ou ressignificadas a partir da presença de mulheres na esfera considerada da ação militar: seja na polícia, no exército ou na guerrilha. Vale a pena ler cada capítulo refletindo sobre o ocultamento dessas guerreiras, quanto é, claro sobre a centralidade da guerra e da violência na nossa sociedade em que queremos da paz.
- Português
- Rosemeri Moreira

O cuidado com o corpo é considerado exigência da Modernidade, sendo ao mesmo tempo resultado e produto de uma série de elementos: o desenvolvimento da ciência e das tecnologias; a expansão do mercado de produtos e serviços para o corpo; a substituição da higiene pelo prazer; a identificação da personalidade com a aparência. O cuidado vem se transformando numa ditadura, pela qual o corpo deve corresponder à expectativa moderna: ser moldado arduamente e sem vestígios de naturalidade. O corpo, desse forma, adquire um novo valor e constitui, juntamente com a ciência e o mercado, um novo arquétipo da felicidade. Por situar-se na interconexão entre a Cultura e Natureza, o corpo representa um importante foco de reflexão para o renorteamento do eixo civilizatório, dada a existência de uma profunda crise mundial que atinge desde os âmbitos social e econômico, como o político e o ecológico, com implicações éticas e epistemológicas para o futuro do planeta.
- Português
- Ana Márcia Silva

O ponto de partida deste livro é o pensamento do filósofo Jacques Derrida e sua articulação com autoras como Judith Butler, Gaiatry Spivak, Drucilla Cornell, Diane Elam, Joan Scott e Elizabeth Grosz. As coreografias do feminino são indicação do movimento, da dança que a feminista Emma Goldman evocava já no século XIX e que serviu de inspiração para Derrida pensar além da estrutura binária do par opositivo feminino/masculino.
- Português
- Carla Rodrigues

O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro, CEDIM-RJ, assumiu a luta das mulheres de corpo lesado, transformando-a numa de suas prioridades. Esse documento reune depoimentos do I Encontro Nacional de Mulheres de Corpo Lesado, que promoveu com o apoio do Conselho Municipal de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência do Rio de Janeiro. A publicação reafirma o compromisso do CEDIM-RJ para com todas as mulheres, em especial as portadoras de deficiência, na defesa dos seus direitos à sexualidade, à maternidade, ao trabalho, à educação, enfim a uma vida digna, partindo do princípio de que, juntas, conseguimos com mais vantagem superar obstáculos.
- Português
- CEDIM-RJ
