Instituto de Estudos de Gênero

530 teses e dissertações

Tese
O mais profundo é a pele: sociedade cosmética na era da biodiversidade

Esta tese tem como tema principal as transformações da produção e do consumo de cosméticos na alta modernidade. A análise está centrada nos processos de reforma ambiental da indústria cosmética e do surgimento de um consumidor reflexivo, no contexto de políticas e discursos em torno da conservação da biodiversidade no Brasil. Particularmente, presta atenção nos processos de reforma ambiental implementados por Natura e O Boticário, as duas maiores empresas nacionais no setor cosmético. Discute-se em que medida estes processos podem ser entendidos a partir das premissas da teoria da modernização ecológica. Algumas das questões formuladas desde tal enfoque são: Qual a importância da reforma ambiental para a indústria cosmética e o setor empresarial brasileiro? Qual a pertinência do conceito de sociedade biocosmética como demarcador de um novo padrão de consumo de cosméticos? Como caracterizar os consumidores de cosméticos focalizados pelas duas empresas estudadas? Será que são consumidores mais reflexivos porque se orientam pela procura de beleza, saúde, bem-estar e segurança, ou porque, além desses elementos, orientam suas escolhas a partir de uma ética ambiental e um interesse pela conservação do meio ambiente? Como se relacionam estes valores com o processo de individuação e a relevância do corpo apontada por diversos teóricos sociais como parte da alta-modernidade? E finalmente, como interpretar as inter-relações entre novas formas produtivas e novos produtos cosméticos e novos estilos de vida? Os capítulos desta tese tratam estas questões, visando entender as transformações recentes na indústria cosmética brasileira. Um de nossos argumentos centrais é que não se trata de mudanças meramente "cosméticas", mas de transformações mais profundas, que paradoxalmente estão tomando conta do setor dedicado às aparências. Os resultados de nosso trabalho mostram interessantes mediações entre os processos de construção da imagem de marca, a consolidação de uma cultura empresarial compromissada no movimento de responsabilidade social das empresas e a disseminação do hábito cosmético como parte fundamental na definição de novos contextos de interação social.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Doutorado
Tese
Descobrindo as mulheres: uma antropologia da Aids nas camadas populares

Este é um trabalho dedicado a pesquisar as representações entre o HIV/Aids em mulheres das camadas populares urbanas brasileiras, as mais atingidas pela via sexual de transmissão da infecção, cruzando suas vivências dessa questão com as estratégias de prevenção propostas pelo Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.

  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Doutorado
Tese
Entre a técnica e os direitos humanos: possibilidades e limites da humanização da assistência ao parto

Trata-se de estudo de caso sobre implantação de propostas de reorganização da assistência ao parto em maternidades da cidade de São Paulo, orientados pela idéia de humanização e de medicina perinatal baseada na evidência científica. Foi usada metodologia qualitativa, combinando-se técnicas de observação direta dos serviços em duas maternidades financiadas pelo SUS, durante o ano de 2000, depoimentos orais com informantes privilegiados e análise documental. Os achados sugerem que entre os fatores que podem tornar possível ou limitada esta humanização do parto estão a adequação do acesso aos leitos, da comunicação entre os sujeitos, do manejo da dor e dos tempos no parto; assim como a presença ou não de uma cultura de reconhecimento pelos profissionais tanto da evidência científica quanto dos direitos das mulheres

  • Universidade de São Paulo
  • Doutorado
Tese
Feminismo e autoritarismo: a metamorfose de uma utopia de liberação em ideologia liberalizante

Esta tese procura reconstituir, através de uma periodização ditada pelos grandes momentos de inflexão do processo político desde os anos 60, a gênese e a evolução do projeto feminista liberalizante gerado num contexto peculiar caracterizado pelo entrelaçamento entre modernização da sociedade e consolidação do regime autoritário. À luz da distinção entre movimento feminista e movimento de liberação das mulheres, o estudo trata de apreender os diferentes significados que foram associados à palavra "feminismo" por brasileiras, dentro e fora do país, ao longo dos anos 70. É analisada em particular a trajetória do Centro da Mulher Brasileira do Rio de janeiro, da sua fundação em 1975 até 1979, e são mapeadas as diferentes orientações ideológicas presentes no seu interior, em contraposição àquelas que se expressaram no mesmo período, no feminismo brasileiro do exílio. Sugerindo também a diferenciação entre estudos sobre mulher e estudos feministas, o trabalho retraça o itinerário percorrido pela área de pesquisas sobre mulher no Brasil, dentro da mesma periodização, visando captar a articulação específica que aqui se construiu entre a mesma e o movimento feminista.

  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Mestrado
Tese
Mulher e política: as relações de gênero no PMDB de Santa Catarina

Levando em consideração o fato de que Santa Catarina é um dos estados brasileiros onde não há nenhum grupo feminista autônomo (o último se extinguiu em 1983) e, ao mesmo tempo, apresenta uma organização partidária de mulheres relativamente forte e estruturada, ou seja, o Movimento de Mulheres do PMDB (PMDB-Mulher), este trabalho tem como objetivo analisar a forma como se dão as relações de gênero no interior do Partido e, especificamente, qual a dinâmica interna desse grupo partidário de mulheres. A dissertação é composta de quatro capítulos. No primeiro, coloca-se o debate teórico sobre a questão da participação política feminina, explicitando, por um lado, as abordagens tradicionais dentro das Ciências Sociais; por outro lado, a inclusão do Gênero como categoria de analise, com os novos aportes desenvolvidos a partir de perspectivas feministas, dos anos 60 em diante. O segundo capítulo tenta resgatar o histórico de todos os movimentos de mulheres de Santa Catarina, autônomos ou não, contextualizando-os na realidade socio-política e econômica do Estado e com referência ao movimento de mulheres a nível nacional. No terceiro e quatro capítulos, aborda-se a formação e o desenvolvimento do Movimento de Mulheres do PMDB/SC, sendo que o terceiro se refere à fase inicial, de 1982 a 1984, enquanto o quarto corresponde ao período que vai da formação do Núcleo de Florianópolis, em 1984, ate o presente.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mestrado

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