Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Para uma crítica da razão androcêntrica: gênero, homoerotismo e exclusão da ciência jurídica

O presente trabalho foi desenvolvido valendo-se da metodologia de pesquisa bibliográfica e documental, contando com dados coletados junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e a grupos informais, pessoas e organizações não-governamentais que trabalham com o tema do homoerotismo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Partindo da contribuição teórica trazida pela epistemologia feminista, tomamos como marco teórico principal a formulação de Michel Foucault - sobre os saberes, a busca da verdade em torno da sexualidade humana, e o exercício de poder e controle sociais aí implicados - bem como a metodologia proposta por Alda Facio para análise do fenômeno jurídico. Procuramos desvendar, a partir daí, nos marcos da filosofia do direito, os reflexos produzidos pela postura androcêntrica sobre a ciência jurídica, que historicamente conduziram à segregação não apenas das mulheres como sujeitos de direito, mas excluíram a expressão homoerótica da esfera protetiva que o moderno estado de direito propôs. Destacamos, para tanto, o questionamento que a jurisprudência obtida no Rio Grande do Sul atualmente tem provocado a esta impostura excludente, à luz do princípio de igualdade, bem como a mobilização social que tem sido catalisadora deste processo de renovação, também em nível legislativo.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mestrado
Tese
"A luta não faz parte da vida... é a vida": o projeto politico-religioso de um assentamento no oeste catarinense

Este trabalho constitui-se em um estudo de caso envolvendo um grupo de trabalhadores rurais assentados residentes no extremo-oeste de Santa Catarina que participaram do processo de "conquista da terra". A análise deste grupo no interior do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra privilegiou a interlocução com a Teologia da Libertação na construção de valores político-ideológicos que engendraram a luta. O grupo estudado tem como princípio a "coletivização", a vivência igualitária do cotidiano, sem divisão da terra em lotes individuais, o que o torna singular frente a outros assentamentos. No interior do "viver coletivo" efetivado cotidianamente é possível observar tensões, que são aqui analisadas apontando as transformações e rupturas na história de vida dos atores sociais em luta pela terra, que tem como objetivo último a "transformação da sociedade". Observando as práticas e representações no interior do grupo coletivizado, é possível apontar para o projeto de "construção da igualdade" enquanto sustentado pela "luta permanente". Esta luta, por sua vez, constrói-se no contexto do diálogo com valores político-religiosos, bem como a vivência dos mesmos.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mestrado
Tese
Mãe (nem) sempre sabe: existências e saberes de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais

A pesquisa buscou compreender a experiência do armário na vida de mulheres LBT (lésbicas, bissexuais, transexuais) em relação às suas famílias. A categoria armário foi compreendida como um dispositivo de regulação da vida das pessoas LGBT e que atua na manutenção da hegemonia heterocisgênera. O material da pesquisa foi pensado à luz de estudos feministas lésbicos, decoloniais, incorporando também contribuições das teorias queer. A análise das falas das mulheres entrevistadas permitiu perceber como elas constroem coletivamente saberes desde suas experiências de gênero, raça e classe. Estes saberes mostraram-se importantes ferramentas para conquista de espaços relacionais saudáveis com suas famílias ou de afastamentos destas, quando necessários para seu autocuidado físico e psíquico.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mestrado
Tese
Trabalhando no banco: trajetória de mulheres gaúchas desde 1920

Esta tese propôs-se a reconstituir a história das trabalhadoras de quatro bancos gaúchos - o Banco da Província do Rio Grande do Sul, o Banco Nacional do Comércio, o Banco Pfeiffer e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul - bem como discutir as relações de gênero que foram desenvolvidas no mundo bancário rio-grandense.

  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Mestrado
Tese
Do ruído à fala: análise da experiência de participação política de mulheres em Minas Gerais, na década de 75-85, em partidos, sindicatos e movimentos sociais de mulheres

Este trabalho teve como objetivo compreender a participação das mulheres nos partidos, sindicatos e movimentos sociais de mulheres, em Minas Gerais, na Década da Mulher-75-85, em sua dimensão educativa.Isto é, lendo a prática política como processo socializador, percebemos que o educativo que buscávamos se estava realizando nesses espaços em que coletivamente se construíam os sujeitos sociais. Tomaram-se três espaços distintos, referidos a diferentes esferas:à política stricto sensu, ao trabalho (produção) e à vida em seu sentido mais geral (cotidiano, esfera privada, reprodução). Durante a elaboração da dissertação, a luta das mulheres configurou-se como uma luta por cidadania.Assim ainda, que não fosse a nossa preocupação inicial, a cidadania se fez questão para nós. Para a realização deste trabalho, fizeram-se levantamentos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e ao Arquivo Público Mineiro, entrevistas com mulheres militantes em partidos, sindicatos e no movimento de mulheres em Minas. A partir das entrevidtas, a dificuldade das mulheres em relação à fala pública ganhou centralidade e inspirou o título da dissertação: "Do ruído à fala", pois verificamos que essa luta se dá particularmente em torno da construção de uma fala própria, que constitua um novo sujeito social:as mulheres

  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mestrado

Inscreva-se para receber nosso boletim