CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Esta dissertação enfoca as relações entre feminismos e Igreja Católica em três países do Cone Sul: Argentina, Brasil e Chile. As fontes privilegiadas para observar essas proximidades e afastamentos são periódicos editados por grupos feministas. Eles também delimitam o recorte temporal da pesquisa entre 1970 e 1988. Neste momento, os três países analisados passaram por ditaduras militares, seguidas de períodos de transição à democracia. Estas duas conjunturas sociais e políticas influenciariam as relações aqui observadas, paralelamente ao importante movimento de renovação teológica pelo qual passaram diversos grupos que formavam a Igreja e sua hierarquia. Tais mudanças não foram bem recebidas por todos, mas exerceram influencia direta sobre a dinâmica da Igreja Católica na América Latina, ficando o movimento conhecido como Teologia da Libertação. Tão múltiplos quanto as posturas no interior da Igreja eram os diversos grupos feministas que emergiram nesta região, onde o feminismo de Segunda Onda começava a se estabelecer, em meio aos cenários ditatoriais. Muitas das possibilidades destes grupos foram podadas pela conjuntura, sendo retomadas depois, nas redemocratizações. Além da igualdade de gênero, uma marca histórica na constituição destes grupos brasileiros, argentinos e chilenos foi a luta pela democracia. Assim, setores da Igreja e feminismos iriam se relacionar, tanto coincidindo em atividades como disputando espaços de poder em embates diretos. O uso da comparação nos permite perceber como e porquê estas relações foram de semelhança ou de diferença nos países analisados, bem como a influência da conjuntura política neste processo.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
Este trabalho almejou, primordialmente, reconhecer como a subjetividade coletiva percebeu as representações e identificações dos anúncios de prostituição masculina em Santa Catarina, veiculados no jornal Diário Catarinense, de 1986 até 2005; e como o masculino foi ressignificado a partir dos anúncios de prostituição. Através dos anúncios, tentou-se observar quais os fatores (históricos, sociais, culturais) influenciaram as representações, buscando entender como os diferentes elementos se somaram e foram refletidos pelos Classificados. Almejou-se analisar a mudança das formas discursivas, a mudança das representações, dentro desse espaço-tempo, tentando entender quais os fatores foram importantes para as diferentes masculinidades implicadas. Buscando unificar o maior número de elementos distintos possíveis para o reconhecimento dos 'homens do anúncio', viu-se nas entrevistas orais, nas entrevistas escritas, na observação participativa, na inserção em territórios de prostituição, na análise de outras pesquisas, nos diálogos paralelos, as maneiras de melhor entender tais sujeitos.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
Analise de rede discursiva que se construiu durante as décadas de 1970, 1980 e 1990, em torno de questões do envelhecimento. O Brasil, Santa Catarina em especial, é entendido como contemporâneo deste movimento que tirou o "velho" da invisibilidade, passando pelo processo da cidadania, e o constitui como sujeito idoso "autônomo". Os discursos empoderaram aqueles/as que alcançavam o envelhecimento. O gênero constituiu importante divisor de comportamentos de uma geração que vivia sua velhice. Constituíram a base empírica desta pesquisa: jornais de circulação em Santa Catarina nas décadas de 1970 e 1980, especialmente O Estado e depois o Diário Catarinense; a Revista Manchete da década de 1980; produções monográficas do Curso de Especialização em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Catarina; bem como algumas entrevistas, documentos legais, relatórios e fontes institucionais não governamentais.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado
Analise do discurso da Igreja Católica sobre contracepção, ressaltando como foi formulada sua política populacional, já que até a década de 1960 a política demográfica do Estado brasileiro era influenciada pela idéia de evolução, positivismo, eugenismo e racismo. A intenção principal é perceber a rejeição da Igreja aos modernos métodos anticoncepcionais, que foram centrados no saber médico. Observa como os médicos controlaram esta prática a partir do momento onde a pílula anticoncepcional trouxe mudanças consideráveis tanto para a questão do planejamento familiar, como no comportamento das mulheres.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
A proposta desta pesquisa é dotar de historicidade o momento da emergência de certa configuração discursiva que tornou possível a visibilidade do tráfico de mulheres brasileiras para o comércio de sexo na Espanha. O objeto da investigação são formulações discursivas que constituíram o tráfico de pessoas como um problema na virada dos séculos XX e XXI. As fontes da pesquisa são notícias veiculadas na Folha de São Paulo, jornal brasileiro de mais ampla circulação, e no El País, jornal espanhol de maior difusão. O recorte temporal é o espaço entre 1997 e 2007, período em que as referências ao tráfico ganharam regularidade no discurso midiático. A modalidade de tráfico mais noticiada nos dois periódicos foi o tráfico de mulheres para exploração sexual e este dado não constitui simples evidência da realidade, mas é efeito de certa maneira de entender as mulheres, a prostituição e as migrações contemporâneas.
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- Mestrado
