CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
A política atual de reorganização do Sistema de Saúde no Brasil utiliza a estratégia de atendimento domiciliar, tendo a atenção primária como base de sua ação, revalorizando o uso das práticas de saúde no domicílio. Este espaço, histórica e culturalmente atribuído às mulheres, influencia e é influenciado por diferentes práticas sociais. Este estudo tem como objetivo analisar como as práticas de saúde voltadas para a Mulher e realizadas no domicílio, estão sendo desenvolvidas por ACS do Distrito Sanitário Barra/ Rio Vermelho reproduzindo as desigualdade de gênero. Utilizou-se a metodologia qualitativa, usando o Materialismo Histórico Dialético como referencial teórico- filosófico. Para a coleta de dados, utilizou-se da observação participante e entrevista semi-estruturada e gravada dos ACS, usando-se a análise de conteúdo. A visita domiciliar apresenta-se como instrumento de trabalho revalorizado. A articulação dos ACS com os serviços apresenta-se com deficiências, considerando-se o atendimento à demanda espontânea. O trabalho dos agentes reproduz características do Modelo Médico Assistencial. Da mesma forma, as práticas de saúde mesmo voltadas para promoção/prevenção de problemas de saúde não são suficientes para enfrentar os conflitos e as necessidades existentes no âmbito domiciliar. O despreparo dos agentes para lidar com problemas complexos reproduzem desigualdades de gênero, na medida em que reforçam o papel da mulher como única cuidadora reafirmando estereótipos sexistas.
- Universidade Federal da Bahia
- Mestrado
Esta tese foi desenvolvida a partir de uma perspectiva interdisciplinar, na área das ciências humanas. Ela toma em conta várias contribuições que vêm do campo biomédico, da biologia e das tecnologias genéticas e moleculares, porém, seu ângulo de análise é o sócio-antropológico. Focamos, à luz dos estudos de gênero, e da bioética feminista, as representações dos médicos que trabalham com tecnologias reprodutivas conceptivas, e dos casais heterossexuais, que fizeram tratamento para engravidar, através do uso da inseminação artificial (IA), da fertilização in vitro (FIV), ou da injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI). O trabalho desenvolve prioritariamente, os seguintes aspectos: a) as representações de casais e médicos sobre maternidade, paternidade, filiação, e os sentidos envolvidos na busca pelo filho como uma demanda à biomedicina. A abordagem de gênero nos permite problematizar a construção da categoria casal infértil, a ética querer do casal, e a contraposição entre útero e espermatozóide. Discutimos como as representações sobre paternidade estão associadas a um conjunto de valores em mudança, e como a maternidade biológica é reforçada no contexto tecnológico, pela busca do filho do próprio sangue; b) as representações dos casais e médicos sobre natureza e cultura e a forma como esta dicotomia opera as/ e nas diferenças de sexo e gênero (masculino e feminino), no contexto do "tratamento" através de NTRc. Em grandes linhas, observa-se se a reprodução assistida acrescenta alguma mudança à apriorística de que a natureza é dominada pela cultura tecnológica, o gênero pelo sexo, o feminino pelo masculino e o natural pelo artificial, no processo de construção da "natureza fértil"; c) os aspectos éticos/bioéticos, levantados a partir do envolvimento dos vários atores, os riscos apresentados pela bibliografia consultada, e os que surgiram durante o processo de "tratamento", tanto para os casais, como para os médicos e as crianças. Problematizamos o fato de que o "querer do casal", seja apresentado como legitimador de todas as formas de intervenção, e o modo como o médico é constituído em autoridade moral a decidir sobre a continuidade, ou a interrupção do "tratamento"; d) o conceito de gênero nos permite desconstruir a universalidade do corpo fértil, e a fixidez da natureza, além de recolocar os conteúdos das relações sociais de gênero, a partir da maternidade, paternidade e filiação, no contexto das NTRc. Além disso, agrega-se capacidade analítica ao próprio conceito, na medida que localiza-se a esfera tecnológica em relação com a cultura da maternidade e da família com filhos e, na medida que vemos intercalarem-se as esferas da natureza e da cultura.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado
Esta tese tem por objetivo o estudo da vida e da obra de Mariana Coelho, escritora e educadora portuguesa que, ainda jovem, se estabeleceu em Curitiba, no Paraná. Procuramos mostrar como, em décadas de intensa atuação social, na terra adotada, Mariana Coelho foi muito influenciada pelo feminismo e dedicou-se sempre a difundir, em sua obra, os ideais feministas que a guiavam. Mulher à frente de seu tempo, mantinha-se informada sobre as principais questões políticas , além de atuar diretamente para o encaminhamento de uma sociedade mais desenvolvida, o que ela acreditava ser possível com a atuação feminina efetiva.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado
Este trabalho procura analisar os efeitos da urbanização e do turismo sobre os habitantes das antigas comunidades litorâneas da Ilha de Santa Catarina que viviam, num passado ainda recente, da pesca e da agricultura.
- Universidade Estadual de Campinas
- Doutorado
Este trabalho buscou investigar o impacto da aposentadoria precoce de homens entre 45 e 55 anos, em seus relacionamentos familiares e conjugais. Para tanto, forma feitas entrevistas e colhidos depoimentos de homens aposentados e, também de algumas mulheres, esposas de aposentados. A análise das representações desses sujeitos sobre vários aspectos de suas vidas, como relacionamentos pessoais e sociais, trabalho, modos de vida, entre outros, obtidas através de suas falas, revelou que para os homens a aposentadoria, precoce ou não, constitui-se em praticamente um rito de passagem, marcando sua entrada numa outra categoria, menos valorizada, do tecido social.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
