Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “sexualidade”

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Artigo
Sexualidade na sala de aula: pedagogias escolares de professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental

Neste trabalho buscamos ver e entender como a sexualidade tem sido tratada nas práticas de sala de aula das séries iniciais, considerando que a percebemos como uma construção histórica e cultural. Examinamos narrativas de professoras sobre suas vivências em sala de aula envolvendo sexualidade, a fim de conhecer os discursos e as estratégias que atuavam na constituição da sexualidade das crianças através das pedagogias escolares utilizadas por elas. Nas experiências narradas, tornaram-se presentes a atuação e a correlação tanto de diversos discursos – da biologia, das identidades de gênero e sexuais, da criança inocente e assexuada, da família, da proteção – quanto de interdições – as explicações do campo biológico, as transferências de alunos, as nomeações pejorativas, as repreensões, as micropenalidades, por exemplo.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.1
  • 2004
Artigo
Masculinidade, Sexualidade e Estupro as Construções da Virilidade

O ensaio trata de modalidades de construção da virilidade. Tem como referência falas de prisioneiros sentenciados por estupro. A pesquisa revela que as suas representações oscilam entre a atribuição do qualificativo de monstruosidade e sua caracterização como o mais banal ato de relações sexuais entre homens e mulheres. O transformismo dos sentidos culturais em torno da idéia de estupro é um dos pontos centrais deste artigo. As representações do estupro levam a caracterizá-lo como um forte núcleo do “imaginário da sexualidade de gênero”, que distingue radicalmente os lugares do masculino e do feminino. O estupro representa a reafirmação do caráter sacrificial dos corpos das mulheres.

  • Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11
  • 1998
Artigo
TECNOLOGIAS REPRODUTIVAS Biotecnologias De Procriação E Bioética

As biotecnologias de procriação contemporâneas, conceptivas e anticonceptivas, são práticas medicalizadas de “última geração” repletas de conflitos científicos, sociais, jurídicos, políticos e éticos que evidenciam questões bioéticas diversas. Constituem dois campos opostos do biopoder, cujo ponto de intersecção é a ação de controle social sobre os corpos, em geral, femininos. O controle social do processo de procriação é, por extensão, o controle da sexualidade que, embora não sendo a única causa, está também na base original da dominação de gênero.

  • Cadernos Pagu, Gênero, tecnologia, ciência, v.10
  • 1998
Artigo
Biotecnologias De Procriação E Bioética

As biotecnologias de procriação contemporâneas, conceptivas e anticonceptivas, são práticas medicalizadas de “última geração” repletas de conflitos científicos, sociais, jurídicos, políticos e éticos que evidenciam questões bioéticas diversas. Constituem dois campos opostos do biopoder, cujo ponto de intersecção é a ação de controle social sobre os corpos, em geral, femininos. O controle social do processo de procriação é, por extensão, o controle da sexualidade que, embora não sendo a única causa, está também na base original da dominação de gênero.

  • Cadernos Pagu, Gênero, tecnologia, ciência, v.10
  • 1998
Artigo
Quem pode resistir a Lara Croft? Você?

Este artigo discute como o jogo eletrônico Tomb Raider constrói processos de subjetivação em relação a gênero e sexualidade. Para desenvolver essa discussão, duas questões foram centrais: quem esse jogo imagina que "você" seja? Quem esse jogo propõe que "você" seja? Ambas foram construídas com base em teorizações foucaultianas sobre os processos de subjetivação, conjuntamente com a noção de "modo de endereçamento" desenvolvido por Elizabeth Ellsworth e algumas discussões sobre gênero e sexualidade. Pautando-se nisso, buscouse mostrar como marcas de gênero e sexualidade, culturalmente construídas, são empregadas nas elaborações da personagem central do jogo: Lara Croft. Contudo, conclui-se que tais marcas não configuram escolhas entre possíveis, mas são criações e invenções, tanto por parte dos elaboradores quanto pelos jogadores.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.1
  • 2008

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