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Sobre o CEDOCObras sobre “sexualidade”
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Este artigo está baseado em uma pesquisa etnográfica desenvolvida em uma escola municipal do Rio de Janeiro, entre agosto de 2002 e julho de 2003. Ele analisa como as meninas idealizam sua primeira relação sexual e como a escola se refere a esse aspecto da vida dos/as jovens e intervém sobre isso. Essa passagem está envolta por uma série de preocupações e planejamentos, principalmente para as meninas, que demonstram valorizar menos a virgindade em si e mais a primeira relação sexual. No plano das intenções expressas, elas reproduzem os ensinamentos escolares, que prescrevem não só o uso de um preservativo, mas também certo tipo ideal de relação entre garotos e garotas. Diante disso, percebem-se alguns limites na intervenção escolar.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.2
- 2007

O texto apresenta dados de uma pesquisa realizada com mulheres migrantes que vivem na França. O foco da pesquisa é a relação entre sexualidade e religião, no caso de mulheres vivendo em situação de precariedade. As informações sobre essa população foram recolhidas utilizando-se o método de histórias de vida. O artigo salienta a relação negativa para as mulheres entre prescrições religiosas e exercício da sexualidade, especialmente para as muçulmanas.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.2
- 2005

Neste artigo, apresentamos os resultados de uma pesquisa empírica sobre a construção identitária de estudantes de medicina em espaços não formais da universidade, em uma sociedade de consumo. Fundamentaram o estudo noções do pós-estruturalismo, principalmente sobre a natureza construída das identidades de gênero pelos discursos. Os resultados sinalizam a importância de se reconhecer que as experiências e subjetividades são passíveis de mudanças e de se integrar a problematização dos discursos dominantes aos currículos formais, facilitando uma maior igualdade de gênero, etnia e classe social.
- Cadernos Pagu, Mudanças, v.30
- 2008

Neste artigo traço um breve panorama do crescimento e diversificação dos festivais GLBT de cinema e da visibilidade gay. A análise está centrada nas transformações que configuraram uma nova cinematografia denominada, no início dos anos 1990, de queer movie (Rich, 1991). Desde a pioneira edição de um festival de cinema gay e lésbico, em São Francisco no final dos anos 1970, houve uma significativa mudança nos filmes feitos pelo, ou voltados para o, público gay. Isso se faz notar da produção à exibição, incluindo aspectos narrativos e técnicas cinematográficas, o que provoca um repensar tanto da formatação-programação dos festivais, quanto do próprio cinema GLBT. Novas sensibilidades e subjetividades contrastam-se com as pioneiras cenas fílmicas de cunho militante-identitário, colocando questões sobre corpo, sexualidade e gênero.
- Cadernos Pagu, Quereres, v.28
- 2007

Este artigo, apoiado em observação etnográfica, fontes documentais e entrevistas, enfoca a constituição de um circuito GLS na cidade de São Paulo desde a década de 1990, bem como uma disposição de se passar ao largo de categorias relacionadas a sexualidade na definição de espaços de consumo e sociabilidade, abraçada por um público que poderia ser definido pela categoria “modernos”. A abordagem desses processos está ancorada em perspectivas teóricas que observam o caráter contingencial e performativo da constituição de identidades, bem como consideram os processos relacionados ao consumo como sendo fundamentalmente um ato social.
- Cadernos Pagu, Quereres, v.28
- 2007
