Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Judith Butler en Argentina. Recepción y polémicas en torno a la teoría de la performatividad del género
  • Estudos Feministas, vol. 25, n.3
Volume
Vol. 22. N. 7
  • Cadernos de Saúde Pública
Artigo
Mulheres brancas no fim do período colonial

No Brasil do período colonial o papel desempenhado pelas mulheres brancas na sociedade colonial era muito mais complexo do que nos primeiros séculos da colonização portuguesa na América. Neste artigo, o mito da branca ociosa é confrontado com documentação que mostra as suas múltiplas atividades. É também analisado o conceito de honra para as donzelas e as mulheres brancas casadas, sendo fornecidos exemplos de desonra por rapto e estupro. Os conflitos no interior do matrimônio revelam um comportamento mais ativo do que aquele que geralmente lhes era atribuído. A população feminina branca vivia por vezes à margem das leis eclesiásticas e civis: prostituição, concubinato e adultério eram crimes cometidos por mulheres brancas. Quando a velhice chegava, estas mulheres encontravam abrigo e proteção em casa de seus filhos ou parentes.

  • Cadernos Pagu, Fazendo história das mulheres, v.4
Artigo
O mito da multidão: uma breve história da parada gay de São Paulo

Tentei mapear ao longo desse artigo, por meio dessa breve história da Parada Gay de São Paulo, alguns saberes que se produziram sobre a homossexualidade. Por meio do que se dizia, quem dizia, e o que acontecia, salientei importantes coalisões e alianças nas quais certas fronteiras foram cindidas. O Mito de Stonewall, também foi recorrentemente acionado entre nós, porém aqui ele remeteu a diferentes arranjos. Ao invés de afirmar um grupo identitário monolítico, que toma a orientação sexual por condição de pertença, conduziu a um coletivo mais amplo e coligações mais poderosas que, nas palavras de Donna Haraway, espelham o “reconhecimento crescente de outra resposta: aquela que se dá por meio da coalizão, a afinidade em vez da identidade”. (Haraway, 1985: 149-181). Não fala de totalidades, mas de ligações parciais.

  • Revista Gênero, Vol. 11, n. 2
Tese
O julgamento do abuso sexual infantil intrafamiliar na jurisprudência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina: uma questão além do jurídico

Analiso a dificuldade de subjetivar a criança na ordem do discurso jurídico. Apresento reflexões teóricas sobre a constituição do discurso de saber criança: sobre a criança em situação de desamparo, em situação abusiva e em situação de vítima. Enfatizo o referencial psicanalítico do sujeito criança judicializado. Discuto a leitura judicializante de práticas sociais, como solução de relações conflitivas. Sigo a criança abusada no caminho da judicialização. Coloco em questão a categoria de gênero atravessada nesta análise. O regulamento para a análise do discurso está baseado na teoria de Michel Pêcheux e leituras de Eni P. Orlandi. Analiso os discursos dos julgadores contidos em acórdãos da jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, utilizando o mecanismo da interpelação ideológica. Proponho a cada profissional, inclusive legisladores, re-significar sua prática para acolher a criança com dignidade que a condição de sujeito requer.

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