CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
No Brasil do período colonial o papel desempenhado pelas mulheres brancas na sociedade colonial era muito mais complexo do que nos primeiros séculos da colonização portuguesa na América. Neste artigo, o mito da branca ociosa é confrontado com documentação que mostra as suas múltiplas atividades. É também analisado o conceito de honra para as donzelas e as mulheres brancas casadas, sendo fornecidos exemplos de desonra por rapto e estupro. Os conflitos no interior do matrimônio revelam um comportamento mais ativo do que aquele que geralmente lhes era atribuído. A população feminina branca vivia por vezes à margem das leis eclesiásticas e civis: prostituição, concubinato e adultério eram crimes cometidos por mulheres brancas. Quando a velhice chegava, estas mulheres encontravam abrigo e proteção em casa de seus filhos ou parentes.
- Cadernos Pagu, Fazendo história das mulheres, v.4
Este artigo discute os dados educacionais compilados na 3ª edição do Retrato das desigualdades de gênero e raça, enfatizando a importância da compreensão de como as diferentes situações e os processos sociais vivenciados pelas crianças e pelos jovens brancos e negros no interior do sistema educacional afetam sua permanência, progressão e desempenho escolar. Como principais achados destacam-se a queda da histórica diferença de escolaridade entre brancos e negros de mais de 15 anos, a cristalização da diferença de escolaridade entre crianças brancas e negras de 7 a 14 anos e a menor taxa de crescimento do acesso ao ensino superior das mulheres negras em comparação aos homens negros. Por fim, é apontada a importância da articulação de diferentes ações para a superação das desigualdades raciais na educação
- Estudos Feministas, vol. 17, n.3
Trata o presente trabalho, da etnografia do processo de “arabização” da comunidade árabe muçulmana em Florianópolis. Por meio dos cenários de afirmação identitária, representado por cenas da vida religiosa, familiar e política, esse grupo de imigrantes estabelece relações múltiplas com sua terra de origem e o país de acolhida; numa perspectiva denominada transnacional. Nesta trajetória o uso do véu pelas mulheres pode ser considerado como a simbolização maior deste processo de “arabização”.
- Estudos Feministas, vol. 25, n.3
- Estudos Feministas, vol. 25, n.2




