CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Consideradas obras de pouca complexidade pelo cânone do século XX e ficando à margem dos estudos literários, as autobiografias de mulheres começaram a ser procuradas e lidas, ou re-lidas pela crítica feminista a partir dos anos 1980. Mas entre as narrativas marginalizadas, há as que são ainda mais marginalizadas. Se as mulheres não tinham voz, menos ainda as mulheres lésbicas, ignoradas, escondidas ou tratadas como doentes mentais. A escritora Odete Rios, que escreveu sob o pseudônimo de Cassandra Rios, faz parte do rol de mulheres invisíveis que, com seu trabalho literário, procurou tirar as relações lésbicas do limbo a que estavam destinadas. Pioneira no protagonismo lésbico na literatura brasileira, a escritora foi sucesso de vendas e público dos anos 1950 a 1980. Perseguida pela censura, proibida, empobrecida, deixou a vida literária, retornando com sua autobiografia, Mezzamaro, flores e cassis: o pecado de Cassandra, em 2000, já com câncer em estágio adiantado. Esta dissertação tem como objetivo resgatar a importância dessa voz pioneira e marginal que grita em sua autobiografia.
No presente trabalho, buscamos analisar os discursos acerca da saúde sexual e reprodutiva das mulheres que participam da Associação Movimento Solidário Colméia, buscando compreender em que medida essas mulheres vão sendo interpeladas pelos discursos referentes à Educação em Saúde, em especial, as políticas e as campanhas direcionadas aos corpos femininos. Para tanto, analisamos as narrativas dessas mulheres produzidas durante os encontros do curso Mulher e Cidadania. No estudo, problematizamos como esses discursos inscrevem diferentes marcas nos corpos, ensinando costumes, valores, crenças, maneiras de se perceber, de ser e de agir como mulheres e de pensar e atuar com relação aos seus corpos. Nesse sentido, estabelecemos conexões com os Estudos Culturais e de Gênero, nas suas vertentes pós-estruturalistas, e com algumas proposições de Michel Foucault.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.2
O presente estudo tem como principal objetivo a constituição de arte do erótico como objeto de estudos. Através de conceitos como ambiguidade, fetichismo, manifesto e desafio se problematiza o feminino. Parte-se do suposto de que existe um regime epistemológico visual que trabalha mediante tecnologias do corpo e de visualidade, para a configuração de um código binário. Dessa forma, propõe-se uma metodologia para a pesquisa inter e transdisciplinar de estudos queer, feministas, antropologia visual e arte contemporânea, em cujo processo se faz necessária a realização de genealogias, (en)codificações culturais, e experimentações plástico-conceituais. O eixo condutor da tese são as experiências práticas, artísticas, políticas y teóricas idealizadas e executadas mediante um tipo de insistência pela autora como artista e pesquisadora no decorrer dos estudos de doutorado (PPGICH/UFSC), no Brasil, e, no Estado Espanhol.
KNIBIEHLER, Yvonne.História da virgindade. São Paulo: Editora Contexto, 2016. (trad. de Dilson Ferreira da Cruz do original La virginité féminine, mythes, fantasmes, émancipation. Paris: Odile Jacob, 2012.)
- Estudos Feministas, vol. 24, n.3
- Estudos Feministas, vol. 25, n.1



