CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
A literatura contemporânea escrita por mulheres demonstra como o contexto histórico e sociocultural em que as personagens femininas são construídas afeta a percepção das personagens quanto a seu corpo e seu self. Romances como os de Margaret Atwood exploram a corporalidade, ou, em outras palavras, a experiência material, social, cultural do corpo feminino, que inclui o corpo físico, emocional e o das funções mentais em suas interligações com o mundo. A tese investiga conceitos relacionados à questão do gênero: o desconforto do corpo feminino enraizado nas relações sociais e a experiência material do corpo nos romances escritos por Margaret Atwood, O Olho do Gato (1989) e Dano Corporal (1981). A pesquisa centra-se na articulação literária e nos temas principais acerca dos problemas de ser mulher, na análise da relação entre o corpo biológico e o conceito cultural do corpo, na crítica das representações sociais de mulheres e na possibilidade de transformação individual e social. A análise é tecida por meio da literatura, juntamente com um diálogo entre os textos pesquisados e trechos da escrita criativa escritos pela pesquisadora, refletindo a visão pós-estruturalista que inclui o observador dentro dos fenômenos observados, funcionando como uma ponte entre o analítico e o criativo, o acadêmico e o orgânico, bem como entre outras dicotomias históricas.
- Estudos Feministas, vol. 25, n.1
- Proposta - Revista Trimestral de Debate da Fase
MIGUEL, Luis Felipe; BIROLI Flávia.Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo Editorial. 164 p.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1
O texto trata da presença crescente de romancistas mulheres no final do século XIX e início do século XX, o que transformou a paisagem literária da belle époque na França. Essa transformação foi notada com surpresa e contrariedade por alguns homens de letras que reagiam com comentários desqualificadores das obras dessas mulheres, muitas vezes fazendo afirmações estereotipadas sobre a inexistência nelas do dom de criar. Além de apontar a visibilidade que tais mulheres romancistas ganharam, a autora compara a maneira como apresentavam os personagens femininos e a relação entre os sexos com a forma como os romancistas homens construíam, na época, as suas narrativas. Na belle époque, o crescimento do número de leitoras, promovido pela ampliação da alfabetização feminina e de novas oportunidades de educação e aliado à atuação das feministas, parece ter proporcionado ambiente propício para que inúmeras mulheres abandonassem antigos pseudônimos masculinos e passassem a adotar pseudônimos femininos ou, até mesmo, a assinar seu próprio nome nos romances que escreviam.
- Estudos Feministas, vol. 10, n.2




