Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
A IGUALDADE SUBSTANTIVA E OS NOVOS DESAFIOS NAS RELAÇÕES DE GÊNERO NO TRABALHO.

Em recente documento a UN Women sublinha a importância de se ultrapassar a demanda pela mera igualdade formal e assume que a meta da igualdade substantiva é o caminho para se conciliar política econômica e direitos humanos. Neste texto, comento os desafios que são apontados para este movimento, a partir da observação do trabalho de cuidado e tomando o Brasil como realidade empírica de referência.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.2
Artigo
Travestis e transexuais: corpos (trans)formados e produção da feminilidade.

Neste artigo, discutimos a fabricação dos corpos de travestis e transexuais, problematizando os efeitos produzidos em seus processos de subjetivação. Para tanto, analisamos enunciações produzidas a partir da metodologia da História Oral Temática e da Observação Participante. No processo de constituição das travestilidades e transexualidades, investir na fabricação de um corpo feminino é uma forma de torná-lo visível e atrativo. A prostituição é destacada como uma experiência que produz efeitos na construção da feminilidade e da fabricação de si. A partir de técnicas de si, transexuais e travestis trazem à tona diferentes posições de sujeito, evidenciando outras possibilidades de viver os gêneros e as sexualidades, desafiando, em muitos casos, a heteronormatividade.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.3
Volume
Vol. 9. N. 3
  • Women's Studies Quarterly
Volume
Vol. 10/11. N. 19/20
  • Neguem - Núcleo de Estudos de Gênero e Pesquisa Sobre a Mulher
Tese
Cortina de ferro: quando o estereótipo é a lei e a transgressão feminina (processos crime de mulheres em Itajaí, 1960-1999)

Mulheres que cometeram infrações em Itajaí, entre 1960 a 1999, ao ultrapassar o limite jurídico proposto no Código Penal Brasileiro, foram processadas; muitas absolvidas, poucas condenadas. Essas mulheres são as personagens principais desta história não porque foram infratoras, mas porque suas ações, ao praticarem a infração, ou ao serem processadas, ou ao serem julgadas absolvidas, ou mesmo ao cumprirem a pena de reclusão, abrem possibilidades para análises sobre a transgressão. Esta história faz uma reflexão sobre o discurso penal e dialoga com as fontes principalmente encontradas nos Autos de Processos Crime desse período, sinalizando os estereótipos nos discursos que constroem sujeitos femininos, fixando uma identidade para as mulheres fora da criminalidade, e, paradoxalmente, possibilitam um entre lugar para o feminino no espaço criminal. E exatamente neste entre lugar, neste espaço não dito, que as transgressões se concretizam. Esta é uma história que não apresenta um tempo de mudanças, um tempo transformado por grandes resistências, é uma história de instantes de transgressões, instantes de movimentos, instantes de múltiplas flexibilixações.

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