Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Expressões juvenis na cultura escolar: um olhar para a escola pública

A presente pesquisa teve por objetivo analisar aspectos referentes às questões de gênero, classe e etnia presentes no Projeto Político Pedagógico, nas relações entre professores e alunos, e na cultura escolar cotidiana que evidenciam elementos orientadores de uma política cultural que reforçam as diferenças apontadas como objeto central dessa investigação e tragam à luz as práticas sociais escolares que reforçam preconceitos e conduzem a discriminações. Para a obtenção dos dados foram realizadas observações em sala de aula, aplicação de questionário com os alunos e entrevistas com professores/as e alunos/as da escola em estudo. A discussão teórica apresentou-se como um diálogo entre as teorias críticas e pós-críticas, na qual o pensamento dos autores Tomáz Tadeu da Silva e Henry Giroux estabeleceram- se como eixo central da discussão. Os resultados da pesquisa apontam para uma sociabilidade juvenil em transformação, na qual a escola como espaço produtor de significados tem, por um lado, reproduzido discursos e práticas discriminatórias, mas por outro lado, apresenta algumas resistências e caminhos que apontam para uma sociabilidade mais democrática e igualitária no que se refere a gênero, classe e etnia.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Artigo
Professoras de Antropologia em Minas Gerais: notas sobre a condição da margem.

O artigo considera a história profissional de algumas mulheres que ensinaram Antropologia na Universidade Federal de Minas Gerais, a partir dos anos 60, para argumentar que o lugar de professora em um ambiente intelectual a caminho da especialização produziu a exclusão ou a marginalização dessas mulheres no cenário local e nacional. Reflete-se sobre a condição de mulheres que estão à parte dos circuitos prestigiados da Antropologia brasileira, pois a situação da Antropologia, em Minas Gerais, também pode ser tomada por periférica em relação as outras Ciências Sociais e a outros centros de ensino e pesquisa em Antropologia. Desse modo, proponho que a história da disciplina deve compreender as carreiras outsiders, de mulheres e homens, em termos dos processos de diferenciação fundados em aspectos de gênero, classe social e modos de formação profissional.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.2
Volume
N. 1
  • Revista Informativa Hojas de Warmi
Artigo
Las madres bricoleurs. Estrategias, prácticas y modelos maternales contemporáneos.

Basándose en varios estudios referidos a la maternidad, la evolución de la familia, y las estrategias reproductivas en el País Vasco (España), el artículo reflexiona sobre cómo las mujeres deciden ser madres en el contexto actual, sobre cómo ejercen la maternidad o desarrollan su rol maternal y el papel que juega en todo ello la emergencia de nuevos modelos de ser madres y padres que suponen las nuevas parentalidades. Frente al modelo hegemónico de maternidad, estas parentalidades que están obteniendo reconocimiento y visibilidad en la actualidad tienen la capacidad de convertirse en ejemplos para las mujeres a la hora de definir su propia maternidad.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.2
Artigo
Entre o obsceno e o científico: pornografia, sexologia e a materialidade do sexo.

A partir de uma comparação entre os discursos da pornografia e da sexologia, este artigo explora questões sobre as variadas manifestações da sexualidade na cultura, a construção de roteiros eróticos e as operações através das quais o sexo é materializado através de instâncias de produção de verdade. Embora pareça inusitado, sugerimos que estes dois exemplos são saberes sexuais que compartilham referências e formas de atuação que nos fazem pensar a respeito da preeminência de certas normas de gênero e de interpretações contemporâneas acerca da produção da materialidade do sexo.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.3

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