CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
- Estudos Feministas, vol. 19, n.2
- Português
- CAMURÇA, Sílvia, MAIA, Vania, PARISIUS, Cornélia e WRIGHT, Sonia
B-R-A-N-C-A D-E N-E-V-E E O-S S-E-T-E A-N-Õ-E-S é o objeto desta pesquisa. Trata-se de uma produção na Língua Brasileira de Sinais do Instituto Nacional de Educação de Surdos. A pesquisa identifica a representação cultural a partir da experiência visual presente em cada personagem. O nome das personagens na Língua Portuguesa se diferencia do nome visual das personagens na Língua de Sinais. No sentido de tornar mais clara a questão, recorre-se às configurações de mãos, ao corpo, ao olhar, às expressões faciais e à escrita de sinais. A construção, a partir dos parâmetros visuais, resultou no nome visual de cada personagem. Identifica-se ainda que, na referida produção, as personagens desse reconto e recriação não são surdos. Apresento a Língua de Sinais como celebração e vitória do povo surdo, subalternizado mediante a tentativa de aniquilar tudo que estivesse fora do projeto de dominação colonial e que não fosse condizente com uso de um código uniforme, constituído por comodidade administrativa para governar um país ou um império. Os sujeitos em foco são surdos, a contadora de histórias é surda e, possivelmente, o/a espectador/a seja surdo/a. E todos transitam na fronteira entre a língua portuguesa e a língua de sinais.
O ponto central da teoria de Philip Pettit, referência fundamental no chamado novo republicanismo, é o conceito de liberdade como não dominação: uma pessoa livre é aquela que não vive sob desejo arbitrário ou dominação de outros. Para ele, esse conceito crucial unifica os autores neorrepublicanos, a despeito de suas variações analíticas, e pode articular preocupações de vários movimentos contemporâneos, como o feminista. Esse trabalho analisa os pontos de aproximação e tensão existentes entre o republicanismo de Pettit e algumas das preocupações presentes no campo plural e heterogêneo da teoria feminista. Defendemos o argumento de que, se tratado como um regulador político, o ideal de liberdade como não dominação pode ser bastante útil às feministas.
- Estudos Feministas, vol. 22, n.1
- Estudos Feministas, vol. 21, n.1




