Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Modos de Vida, Gêneros, Gerações e Meio Ambiente no Parque Nacional do Jaú/Amazonas

Esta dissertação é resultado de um estudo etnográfico realizado no Parque Nacional do Jaú/AM, durante os meses de maio e junho de 1999, tempo em que a pesquisadora habitou duas das comunidades locais, observando e participando das experiências cotidianas de seus habitantes, alguns dos quais lhe relataram suas histórias de vida. O Parque Nacional do Jaú é a maior Unidade de Conservação da América Latina em se tratando de florestas tropicais contínuas e, como muitos outros Parques Nacionais, apesar das polêmicas judiciais envolvidas, mantém a população tradicional vivendo em seu território. Essa população se reúne em comunidades dispersas por toda extensão do Parque, vivendo da agricultura e do extrativismo vegetal. É nos rios e florestas que encontra os alimentos necessários para a subsistência, como as carnes de caça e peixe, que consome acompanhadas de farinha de mandioca. O Parque encontrase afastado das zonas urbanas, o que dificulta para seus habitantes o acesso à assistência médica e à educação, já que as escolas existentes no interior do PNJ são poucas e oferecem apenas as quatro primeiras séries do Ie grau. Este trabalho teve como objetivo analisar os modos de vida, as relações de gênero e as representações de meio ambiente de três gerações de habitantes do Jaú. De modo geral, pode-se observar que as relações de gênero são ainda, nas comunidades do Jaú, fortemente marcadas pela hierarquia que valora as funções masculinas, invisibilizando muitas vezes as atividades das mulheres; que as relações geracionais são também hierarquizadas, com as decisões centradas nos pais; que os habitantes representam o meio ambiente de forma naturalista e que suas relações com as instituições administradoras do Parque são complexas, não estando isentas de conflitos. Essa dissertação teve também objetivo de divulgar as vozes dos habitantes do Parque, no sentido de que sejam ouvidas sempre que forem tomadas, pelos poderes públicos, decisões que resultem em conseqüências para as vidas e as práticas cotidianas dos habitantes desta UC.

Volume
Vol. 9. N. 4
  • Women's Studies Quarterly
Livro
Leituras de Resistência: Corpo, violência e poder (vol. 1)

TORNQUIST, Carmen Susana; COELHO, Clair Castilhos; LAGO, Mara Coelho de Souza; LISBOA, Teresa Kleba. Leituras de Resistência: Corpo, violência e poder. Florianópolis: Mulheres, 2009

  • Português
  • Carmen Susana Tornquist, Clair Castilhos Coelho, Mara Coelho de Souza Lago e Teresa Kleba Lisboa
Artigo
A "sexualidade" e "vida a dois" nas revistas femininas e masculinas nos anos de 1970

Este artigo trata da intensa produção discursiva em torno da sexualidade, que foi amplamente divulgada pelas revistas femininas na década de 1970. Nestas revistas, a "educação sexual" passou a ser apresentada como uma maneira de alcançar a "perfeita adequação sexual", o "verdadeiro" indicativo da "felicidade conjugal". A "Revolução Sexual" em debate foi proposta nos limites da preparação para o matrimônio e para a manutenção do casamento e da família.

  • Caderno Espaço Feminino, v.17 n.01
Tese
Onze estações e um devoto de São Jorge: discursos psicológicos num serviço de Saúde Mental

A psicologia da comunidade e a psiquiatria social, implicadas na construção de sistemas assistenciais, convergem para a Saúde Mental. Este trabalho avalia suas bases teóricas e implicações epistemológicas e lingüísticas dos conceitos nela usados. Faz uma etnologia deste saber, em pesquisa de campo realizada num centro de atenção psicossocial (CAPS), mantido por prefeitura municipal, no Sul do Brasil, através dos discursos coletados entre técnicos, administradores e clientes. Analisa modelos, conceitos e metáforas da loucura, da doença mental e de seu tratamento, enquanto representações, incluindo representações dos profissionais sobre o trabalho em equipe multidisciplinar, terapia ocupacional, convívio social com a psicose, prevenção, trabalho com grupos e com famílias, bem como representações de familiar de paciente, sobre a influência dos mortos, possessão, busca da cura pela religião, convívio, tolerância e rejeição ao doente mental. Contextualiza os discursos locais no arquitexto da Saúde Mental, da psicologia e da psiquiatria. Aponta interpretações e experiências aplicáveis a serviços similares, nos quais o técnico em Saúde Mental, ouvindo, valorizando e buscando o sentido das metáforas implicadas no seu discurso - e nos discursos com que cotidianamente interage - possa melhorar sua relação com os pacientes e seus familiares.

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