Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Um contributo para uma psicologia feminista crítica em Portugal
  • Estudos Feministas, vol. 18, n.3
Artigo
Narrativas da sexualidade: pressupostos para uma poética queer

A articulação de uma epistemologia queer permite pensar a textualidade como o lugar de encenação de uma ficção política que questiona os regimes heteronomativos do sexo e do gênero, e propõe uma estratégia de resistência baseada tanto nos corpos e nos prazeres quanto nas políticas de representação e reinvenção das masculinidades e das feminilidades. A partir de uma retomada dos princípios da narratologia, investiga-se de que forma (ou formas) o texto narrativo configura-se como espaço de negociação de uma perspectiva queer sobre a nacionalidade, a sexualidade e o gênero na enunciação. Nesse sentido, a literatura reescreve tanto o corpo sexual, tido como o lugar da subjetividade individual, quanto o corpo social/ nacional, entendido como uma ficção reguladora das sociabilidades corporais e sexuais. Com vistas a uma poética queer, busca-se evidenciar as contradições e impasses que emergem na literatura, particularmente em relação a questões de raça, classe e gênero, bem como as potencialidades e os pontos problemáticos da poética queer como lugar de intervenção cultural, no qual são performativamente projetados novos arranjos de legibilidade social.

  • Estudos Feministas, vol. 18, n.3
Artigo
Bravos novos mundos: uma leitura pós-colonialista sobre masculinidades ocidentais

O objetivo deste ensaio é discutir, com base numa perspectiva pós-colonialista, o papel das masculinidades ocidentais em dois momentos de expansão da ordem internacional: as expansões colonial e imperialista dos séculos XVI a XIX e a construção de uma ordem internacional globalizada nos séculos XX e XXI. Ainda que os conceitos que definem tais masculinidades variem com base nas diferenças de cultura, tempo e locais identitários, elas estabeleceram hierarquias entre identidade e diferença. Mesmo assim, é possível pensar no reconhecimento da diversidade e na exploração das possibilidades alternativas das "zonas de contato" psicológico e social. Isso ocorreria a partir do compartilhamento de experiências e de críticas às formas de produção da alteridade consolidadas por relações binárias de poder nas instituições político-sociais, visando à superação de tais perspectivas excludentes no pensamento e na prática. Viabiliza-se, assim, a conversação entre tradições que respondem à opressão gerada no processo de reprodução das masculinidades ocidentais.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.1
Artigo
Desenvolvimento sustentável com perspectiva de gênero - Brasil, México e Cuba: mulheres protagonistas no meio rural

Este artigo traz para o debate as concepções de alguns autores sobre desenvolvimento sustentável e, a partir de uma pesquisa realizada em três países (Brasil, México e Cuba), ressaltamos o protagonismo das mulheres camponesas junto à produção de alimentos e ao manejo de recursos naturais; a força dos movimentos de mulheres camponesas na conquista de direitos; e a decisiva participação das mulheres na definição e propostas de políticas públicas que garantam a equidade de gênero no meio rural. Uma breve análise comparativa nos leva a deduzir que o modelo de desenvolvimento, nos três países, ainda prioriza a figura masculina no espaço agrícola, no que se refere à titularidade da terra, ao acesso à crédito e à aquisição de equipamentos ou outros recursos materiais. Sugere-se que, tanto em Cuba, um país socialista, como no México e Brasil, países capitalistas, os pressupostos das políticas sociais direcionadas para as trabalhadoras rurais devem levar em conta as necessidades básicas das mulheres camponesas para garantir um desenvolvimento mais humano e sustentável

  • Estudos Feministas, vol. 18, n.3
Artigo
Agenda
  • Estudos Feministas, vol. 18, n.3

Inscreva-se para receber nosso boletim