Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Pensadoras de peso: o pensamento de Judith Butler e Adriana Cavarero

O texto expõe o ponto de vista de duas grandes filósofas feministas da atualidade, Adriana Cavarero e Judith Butler, sobre subjetividade e relacionalidade, mostrando como ambas distanciaram-se dos temas específicos do feminismo de maneira a aprofundar e ampliar suas reflexões sobre política e ética. Questionando a tradição, Cavarero não compactua nem com o binarismo metafísico nem com a impessoalidade pós-moderna, combinando uma perspectiva feminista com a arendtiana da subjetividade embasada na relacionalidade. No entanto, diferentemente do pensamento de Cavarero, sob a perspectiva desconstrucionista de Butler a linguagem molda corpo e identidade. A subjetividade está presa às normas e valores sociais. Butler e Cavarero repensam a subjetividade, alinhando-se quanto à relacionalidade, ou seja, deslocando a política para longe do ser imune e realocando-a no ser vulnerável em relação com o outro e com os efeitos das regras e valores sociais impostos.

  • Estudos Feministas, vol. 15, n.3
Artigo
Género y éxito científico en la Universidad Autónoma del Estado de México

La discriminación de género ha sido discutida en distintos ámbitos académicos y reconocida por los Estados. Una de las agendas difundidas desde las tribunas mundiales y que atraviesa diferentes dimensiones nacionales, regionales y locales es impulsar la educación equitativa entre los géneros para promover el desarrollo humano. Se sabe que cada vez son más las mujeres que tienen acceso a la educación, sin embargo entre más altos son los niveles de exigencia educativa, menos son las mujeres que participan en el desarrollo de tecnologías y en la generación de conocimientos. Nuestro trabajo intenta demostrar algunos indicadores de género que pueden estar correlacionados con esos procesos de productividad científica en la Universidad Autónoma del Estado de México (UAEM) y que deberían ser parte de las estrategias institucionales para impulsar la equidad de género. La metodología usada es un análisis de estadística descriptiva, obteniendo los datos de la evaluación del desempeño académico de la UAEM del 2003. Así como un estudio cualitativo para conocer la percepción del éxito como parte del reconocimiento público de investigadores y investigadoras de la misma institución, para ello fueron entrevistadas cuatro mujeres y cuatro varones, pertenecientes a diferentes disciplinas y entre 30 y 45 años de edad.

  • Estudos Feministas, vol. 15, n.3
Artigo
Teatro infantil, gênero e direitos humanos: um olhar crítico sobre as peças "Felizardo" e "O menino Teresa"

A cultura infantil está cada vez mais permeada por um cotidiano generificado, isto é, a maior parte dos processos e produtos culturais possui conteúdos nos quais a questão de gênero é tratada, insistentemente, de forma binária e, consequentemente, excludente. O objetivo deste trabalho, assim, foi estudar o teatro infantil de Marcelo Romagnoli e da Banda Mirim, cujas peças possuem uma proposta de desmontar e questionar os estereótipos que dicotomizam a vida de meninos e meninas. Assistindo às encenações de Felizardo e de O menino Teresa, e analisando o conteúdo dos textos das peças, concluiu-se que as personagens propõem um modelo para meninas e meninos que está na contramão da cultura padronizada e oficial, estimulando novas relações sociais de gênero entre as crianças, contribuindo desse modo para a consecução dos "objetivos do milênio" propostos pela ONU e encampados pelo Brasil, sobretudo no que tange à igualdade entre os sexos.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.3
Artigo
A família dos trabalhadores e pobre
  • Estudos Feministas, vol. 4, n.2
Artigo
Corpos reconfigurados

A filosofia e as teorias feministas que implicitamente se apóiam em seus conceitos e métodos recusam-se a reconhecer, ao mesmo tempo que precisam se apoiar neles, modos de corporalidade para sua forma, estrutura e estatuto, para situar questões-chave e para estabelecer critérios de validade e verdade de seus modos de explicação. Este texto indica, num breve esboço, algumas das características principais da história recebida que herdamos na nossa concepção atual dos corpos, chamando a atenção para o fato de que se a teoria feminista aceita acriticamente essas suposições comuns, ela participa da desvalorização social do corpo que anda de mãos dadas com a opressão das mulheres.

  • Cadernos Pagu, Corporificando gênero, v.14

Inscreva-se para receber nosso boletim