Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Sexo e cor: categorias de controle social e reprodução das desigualdades socioeconômicas no brasil

O presente artigo objetiva apresentar algumas reflexões sobre os dados contidos no Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, terceira edição, acerca das desigualdades socioeconômicas e da pobreza. Tendo como linha argumentativa a tese de que, como categorias de controle social, sexo e cor configuram marcos reguladores de oportunidades sociais, apresentamos alguns dados sobre a desigualdade entre homens e mulheres e entre negros e brancos que ilustram as iniquidades de poder associadas a essa desigualdade. Ressalta-se que tais categorias são fundamentais para a compreensão da produção e da reprodução das iniquidades de poder que permeiam a sociedade brasileira

  • Estudos Feministas, vol. 17, n.3
Artigo
Gênero, patriarcado, educação e os parâmetros curriculares nacionais

Este artigo tem por objetivo discutir a relação entre gênero e a educação, e como este tema é apresentado nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Inicialmente, discute- se o por quê da ausência da temática de gênero no currículo dos cursos de formação de professores. Para tanto,o conceito de gênero e o de patriarcado, como também, o papel reprodutor da instituição são apresentados. Em seguida, é feita uma breve revisão bibliográfica visando esclarecer o conceito de gênero, situando-o a partir de umquadro teórico-metodológico articulado com as questões de classe e raça/etnia, com as quais se encontra enovelado. Paralelamente, discute-se a construção da categoria patriarcado, como a forma pela qual, historicamente, o gênero é vivenciado. Finalmente, abre-se para o debate das questões de gênero e o papel reprodutivo da instituição escolar a partir da maneira parcial, secundária e lacunar em que aparece no tema transversal Orientação Sexual, nosParâmetros Curriculares Nacionais.

  • Caderno Espaço Feminino, v. 21, n. 1
Tese
Do porão ao estúdio: trajetórias e práticas de tatuadores e transformações no universo da tatuagem

Este trabalho é uma etnografia do fenômeno da tatuagem na cidade de Florianópolis (cidade localizada no Estado de Santa Catarina, sul do Brasil), focada nas trajetórias e práticas de nove tatuadores e tendo como lócus de observação cinco estúdios de tatuagem. Os procedimentos metodológicos utilizados foram entrevistas abertas e focadas com os tatuadores, conversas informais com as pessoas que transitam pelos estúdios e a observação participante em dois dos estúdios. Também utilizei informações de home pages e revistas de tatuagem. O foco central do trabalho são as transformações no universo da tatuagem nas últimas décadas. A partir das trajetórias de tatuadores contextualizo o espaço onde eles trabalham, o surgimento do estúdio de tatuagem e as mudanças tecnológicas e técnicas. Também destaco a construção da carreira dos tatuadores profissionais e artistas, que faz parte de um processo de singularização e individualização desses sujeitos e, por último, ressalto, a partir da descrição de uma sessão de tatuagem, a inserção da tatuagem de estúdio no processo moderno de higienização.

Artigo
Uma mulher de vanguarda: trajetória social de Eglê Malheiros
  • Estudos Feministas, vol. 22, n.2
Tese
Fazendo ponto: trajetórias de adolescentes em situação de exploração sexual em Lages-SC

Esta dissertação tem como objetivo principal revelar as trajetórias de adolescentes que vivenciam práticas de exploração sexual na cidade de Lages, Santa Catarina. Faço algumas reflexões teóricas sobre o conceito de violência e exploração sexual-infanto juvenil, prostituição de crianças e adolescentes e a doutrina da proteção integral à infância prescrita no Estatuto da Criança e do Adolescente. Além disso, reflito sobre a questão do sujeito, baseada na psicologia histórico-cultural, fundada em Vygotski; sobre a questão do gênero; a adolescência como categoria de análise; a infância e a adolescência na perspectiva de gênero. Como procedimentos de coleta das informações, foram realizadas entrevistas abertas e gravadas. Seguindo os pressupostos da pesquisa etnográfica, entrevistei 13 adolescentes, 12 meninas e um menino. O trabalho de campo foi realizado a partir do Programa Sentinela de Lages, voltado especificamente para o atendimento de crianças e adolescentes em situação de exploração sexual. Além de tentar estabelecer uma relação dialógica com @s informantes no Programa Sentinela, procurei observar os principais locais de trabalho e lazer dest@s adolescentes, conversando com el@s na rua onde “fazem ponto” e visitando-@s em seus domicílios.Apresentei as trajetórias de cada adolescente e analisei as entrevistas individualmente, numa discussão com os autores que fundamentaram minhas reflexões iniciais, ou que fui buscando no desenrolar da pesquisa. Os contextos sócio-familiares dest@s adolescentes, a violência de gênero, a maternidade, e o significado da exploração sexual infanto-juvenil compõem as categorias de análise destas entrevistas.A análise dos significados que os sujeitos deram às suas trajetórias e práticas, levou-me a refletir sobre as situações de extrema pobreza e vulnerabilidade vividas pelas populações e famílias marginalizadas, nas periferias das cidades.

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