CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Neste artigo, problematizo os limites das instituições sociais em lidar com os sujeitos que fogem às normas de gênero. Deter-me-ei principalmente nas respostas que a escola tem dado aos/às estudantes que apresentam performances de gênero que fogem ao considerado normal.
- Estudos Feministas, vol. 19, n.2
O conceito de família tradicional é insuficiente para dar conta da dinâmica particular das famílias rurais e específicamente dos grupos domésticos indígenas. Entretanto, com base em um trabalho de investigação sobre identidade e intercâmbios culturais na comunidade de San Antonio Pueblo Nuevo, apresentamos neste artigo um panorama geral da unidade doméstica e das relações familiares que se generalizam em seu interior como resultado da alta migração temporal e definitiva que distingue os moradores dessa região. Nos embasamos em alguns dados estatísticos sobre os lugares de predominância feminina e na informação obtida na comunidade mediante um questionário e algumas entrevistas realizadas.
- Caderno Espaço Feminino, v.18 n.2
O presente artigo tem como objetivo, a partir de trabalhos etnográficos, tecer uma análise antropológica sobre as práticas alimentares, enquanto sistema, de homens e mulheres Mbyá-Guarani, grupo indígena presente no Brasil.
- Caderno Espaço Feminino, v.19 n.1
Nos últimos anos, tem-se verificado nas pesquisas domiciliares um aumento da proporção de mulheres chefes de família ou domicílio. Isto é um reflexo de transformações na sociedade, em que as mulheres, ao ingressarem no mercado de trabalho, cada vez mais têm contribuído para a provisão do sustento familiar, além de exercerem as funções de mães e esposas. A ausência de cônjuge é uma característica marcante entre os domicílios de chefia feminina que, associada à questão da maior vulnerabilidade econômica das mulheres e à presença de crianças, o que aumenta a razão de dependência, tem levado à afirmação de que os domicílios chefiados por mulheres seriam os que apresentariam maior probabilidade de serem pobres. Dessa forma, a discussão sobre o conceito da variável chefe de família/domicílio, que nas pesquisas domiciliares do IBGE apresentam denomina-ções diferentes para o mesmo conceito, torna-se crucial para a compreensão do fenômeno. Para isso, foi feito um estudo desta variável nos Censos de 1991 e 2000 e para as PNADs a partir de 1990, desagregando as informa-ções de chefia de acordo com o sexo e a presença de cônjuge. Em função da importân-cia do conceito de chefia nos estudos de pobreza e gênero, foi elaborada uma seção que discute o tema de feminização da pobreza, considerando o avanço da chefia feminina no caso brasileiro.
- Revista Gênero, v.4 n.2
O presente trabalho, produzido através de documentos, publicações e entrevistas procurou colocar em perspectiva as histórias de diferentes homens e mulheres, sujeitos militantes, líderes ou não, que constituem e vêm reconstituindo jeitos de ser e viver a luta no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Os relatórios internos e as diversas e distintas publicações do e sobre o MST produzidos nos últimos 20 anos desvelam processos que permitem perceber que outras preocupações foram constituídas em meio às lutas e disputas pela conquista da terra. Preocupações que foram mudando, adquirindo outros contornos nas idas e vindas da produção de idéias, práticas e sujeitos de um Movimento em construção. E o que se pode observar a partir desses investimentos são tensões e conflitos nas relações entre homens e mulheres em acampamentos e assentamentos. Tensões que acabaram sendo redimensionadas justamente em função de desdobramentos ideológicos, políticos e também estratégicos do MST em sua busca de transformação social, construção do “novo homem “ e da “nova mulher”. Este estudo é um exercício crítico de reflexão sobre a natureza dessas produções nas relações cotidianas, nas tentativas de se construir sujeitos. Busca investigar como as mudanças foram sendo construídas e, de que forma, foram investidas sobre as relações de trabalho, sociais, políticas e, também, afetivas de mulheres e homens, bem como homens e homens, mulheres e mulheres nas dobras do MST.




