CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
O conto “Las Puertas Del Cielo” de Julio Cortázar é utilizado para criticar a produção de textos etnográficos em parte pela figura do “seguir”. A autora e sua narradora etnográfica Elvira Diaz seguem Cortázar e seu narrador etnográfico Marcelo Hardoy no sentido em que um antropólogo segue o trabalho de campo feito por outro. Assim o presente artigo pode ser lido como um re-estudo produzido por Diaz cinqüenta anos depois que Hardoy produziu seu estudo das milongas de Buenos Aires. Isso levanta questões de replicabilidade e intertextualidade na produção etnográfica. A autora também segue Cortázar em estilo e conteúdo. Como o trabalho de Cortázar é ficcional e este etnográfico, esta instância do “seguir” levanta questões sobre as relações entre as narrativas etnográfica e ficcional. A autora e Diaz também seguem Cortázar e Hardoy no sentido que a dançadora de tango segue seu par masculino. Porque Hardoy é masculino e Diaz feminina o artigo também levanta a questão de como a identidade de gênero de um etnógrafo afeta sua pesquisa e sua escrita. O artigo também demonstra mimeticamente que as relações de gênero no tango são contestadas e que o papel feminino está longe de ser passivo. Também chama a atenção para como as identidades noturnas dos dançadores do tango seguem e resistem a seguir suas identidades na vida cotidiana.
- Cadernos Pagu, Corporificando gênero, v.14
A Universidade Federal de Santa catarina - UFSC, através do Instituto de Estudos de Gênero - IEG, vinculado ao centro de Filosofia e Ciências Humanas, com participação de professoras vinculadas a vários departamentos de ensino da UFSC ofereceu, em 2012/2013, o projeto Gênero e Diversidade na Escola aos profissionais da Educação Básica da rede estadual de educação do estado de Santa Catarina e da(s) rede(s) municipal (ais) de educação de várias escolas do Estado. O curso se insere na modalidade de formação continuada de profissionais da educação, tratando de temáticas de gênero, raça/etnia e orientação sexual, possibilitando aos professores/as condições de observar e introduzir nas suas reflexões e práticas pedagógicas as relações de gênero, contribuindo com a construção de uma educação inclusiva, não sexista e não homofóbica.
- Universidade Federal de Santa Catarina
A filosofia e as teorias feministas que implicitamente se apóiam em seus conceitos e métodos recusam-se a reconhecer, ao mesmo tempo que precisam se apoiar neles, modos de corporalidade para sua forma, estrutura e estatuto, para situar questões-chave e para estabelecer critérios de validade e verdade de seus modos de explicação. Este texto indica, num breve esboço, algumas das características principais da história recebida que herdamos na nossa concepção atual dos corpos, chamando a atenção para o fato de que se a teoria feminista aceita acriticamente essas suposições comuns, ela participa da desvalorização social do corpo que anda de mãos dadas com a opressão das mulheres.
- Cadernos Pagu, Corporificando gênero, v.14
- Estudos Feministas, vol. 4, n.2
- Português
- CHAMUSCA, Adelaide, FIALHO, Leandro e HENRIQUES, Ricardo




