CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
bell hooks relaciona as opressões veiculadas pela apologia ao inglês padrão com os usos das variantes da língua inglesa nos Estados Unidos. A autora discute o lugar da linguagem nas relações de poder, especificamente nas hierarquias raciais, e propõe a ressignificação dos usos lingüísticos para a emancipação dos oprimidos.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
Neste artigo, relaciono sinteticamente alguns exemplos de situações enfrentadas pelas mulheres que observei durante a realização de pesquisa na área da saúde para enfatizar a necessidade do diálogo do conhecimento e das práticas de saúde com o feminismo. Em seguida, abordo alguns aspectos do diálogo da epistemologia com o feminismo, destacando a posição de Gaston Bachelard, de um lado, e de Dorothy Smith, Alison Jaggar, Susan Bordo, Gayle Rubin e Teresita de Barbieri, do outro. Por último sintetizo aquilo que considero como as grandes rupturas epistemológicas promovidas pelo feminismo, referindo-me à linguagem e ao trabalho.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.1
Este artigo examina diferenças entre mulheres negras e brancas no ensino superior no Brasil. Com base em dados coletados na Universidade Federal Fluminense discutimos as razões pelas quais negras e brancas ocupam diferentes posições na hierarquia acadêmica.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
Este trabalho trata da história de problematizações do gênero masculino no Oeste Catarinense nas décadas de 1950 e 1960. Em meados do século XX esta região estava associada a uma imagem de lugar “não civilizado”, violento, carente da presença do poder público, “fora da lei” e de forte presença de “coronéis” e “caudilhos”. Neste momento, um conjunto de enunciados, temas e conceitos procuraram constituí-la sob uma outra imagem: uma região progressista, civilizada e com uma população trabalhadora e igualmente progressista e civilizada. Neste quadro, o masculino mostra-se bastante representativo, pois, a partir dos discursos estudados, parecia ser necessário definir um modelo de masculinidade adequado ao ideal de civilização que se pretendia implantar e, ao mesmo tempo, que contribuísse para tal implantação. Portanto este trabalho analisa, a partir de pesquisas em jornais impressos, textos históricos, literários e memorialísticos e através de pesquisa oral e iconográfica as imagens, os temas, os enunciados e os conceitos que construíram o gênero masculino na região e o tornam representativo e constitutivo desta nova realidade do Oeste Catarinense.
- Culture Health & Sexuality



