CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo discute como o jogo eletrônico Tomb Raider constrói processos de subjetivação em relação a gênero e sexualidade. Para desenvolver essa discussão, duas questões foram centrais: quem esse jogo imagina que "você" seja? Quem esse jogo propõe que "você" seja? Ambas foram construídas com base em teorizações foucaultianas sobre os processos de subjetivação, conjuntamente com a noção de "modo de endereçamento" desenvolvido por Elizabeth Ellsworth e algumas discussões sobre gênero e sexualidade. Pautando-se nisso, buscouse mostrar como marcas de gênero e sexualidade, culturalmente construídas, são empregadas nas elaborações da personagem central do jogo: Lara Croft. Contudo, conclui-se que tais marcas não configuram escolhas entre possíveis, mas são criações e invenções, tanto por parte dos elaboradores quanto pelos jogadores.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.1
Neste artigo, apresenta-se uma análise crítica de ações, planos e programas governamentais, no campo da segurança pública, voltados para a população LGBT, no Brasil. A despeito da identificação de muitas propostas e de algumas iniciativas em curso, parte delas elaborada em espaços de discussão pública envolvendo governo e sociedade civil, o balanço final aponta absoluto desequilíbrio entre a violência homofóbica e a atuação do governo brasileiro para mudar este quadro. Tal constatação auxilia na compreensão da desconfiança de pessoas LGBT em relação ao Estado e a suas/seus representantes, em vários âmbitos da vida social em que direitos civis lhes são negados, mas especialmente na esfera da segurança pública, em que o nexo entre questionamento da norma heterossexual e violência ainda é recorrente.
- Estudos Feministas, vol. 22, n.1
- Manguinhos - História, Ciências, Saúde
Este estudo tem por objetivo examinar as percepções de uma equipe de profissionais atuantes num serviço de atendimento especializado, em Campos dos Goytacazes (RJ) sobre mulheres com hiv/aids que engravidam. Dados para a pesquisa foram coletados através de entrevistas com nove profissionais que trabalham no serviço mencionado. As primeiras imagens da aids divulgadas pela mídia incidem na forma de pensar e agir dos profissionais e influenciam a forma como o atendimento é organizado e prestado a essas mulheres. Tal atendimento, embora incorpore vários avanços preconizados em documentos oficiais, ainda se apresenta como um espaço de possíveis discriminações e violações de direitos.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 2
A partir de algumas obras que examinam o fenômeno da militância de mulheres em organizações clandestinas do Brasil e da Argentina nos anos 60/70, o autor analisa as possibilidades de um outro enfoque da historiografia sobre a ação política, em especial aquela que se debruça sobre s partidos de esquerda. A história oral ajuda a recuperar uma dimensão pouco incorporada à historiografia política, a da subjetividade, geralmente confinada à esfera privada que aparece radicalmente separada da esfera pública.A articulação desses dois espaços bem como as tensões, conflitos e complementariedades entre os papéis masculinos e femininos, tiram a história das mulheres do gheto e permitem que esse novo olhar dê mais complexidade à análise da ação política.
- Cadernos Pagu, Gênero, narrativas, memórias, v.8_9





