Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
EX-ÆQUO: CONTRIBUTO DECISIVO PARA UM CAMPO DE ESTUDOS EM PORTUGAL

Apresentação da revista Ex-Æquo (da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres), no ambito da institucionalização dos estudos sobre as mulheres e sobre gênero em Portugal e no contexto de uma sociedade democrática.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.especial
Artigo
SONORO SILÊNCIO: POR UMA HISTÓRIA ETNOGRÁFICA DO ABORTO

Usando métodos da História e da Antropologia, investigou-se a prática do aborto no Sul do Brasil na primeira metade do século XX. O exame de fontes primárias e as entrevistas com mulheres idosas visaram auscultar um enorme silêncio em torno dessa prática que deixa poucos vestígios em termos de fontes históricas e que reveste de segredos a memória. O texto apresenta dados registrados pela pesquisa e reflete sobre a diversidade das representações em torno do aborto, as ambigüidades dos sujeitos em relação ao tema. A prática do aborto precisa ser entendida como estando inserida num contexto de poder. Os sujeitos operam com conhecimentos de várias origens e dentro de uma rede moral composta de malhas contraditórias.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.2
Artigo
Chefia feminina domiciliar: Indicador de maior pobreza das mulheres?

Este artigo, por intermédio de um estudo de caso das mulheres chefes de domicílio do complexo da Favela do Caju da cidade do Rio de Janeiro, tem como objetivo contribuir para o estudo da pobreza sob a perspectiva de gênero, abordando o atual debate sobre a possibilidade de se considerar o crescimento da chefia feminina domiciliar como indicador de aumento da pobreza das mulheres. De acordo com os resultados do estudo de caso, a chefia feminina domiciliar pode ser considerada como indicador de maior vulnerabilidade das mulheres à pobreza, mas não como indicador de maior pobreza das mesmas.

  • Revista Gênero, v.6n.2 - v.7 n.1
Tese
Políticas e subjetividades: itinerários do ativismo soropositivo

A partir de minha participação em um encontro de ativistas do movimento soropositivo do estado do Paraná, percebi que a gramática política adotada por eles, os quais se auto-referem como “ativistas”, assume um contorno singular em relação à sua práxis. Esse contorno se dá a partir de treinamentos de ativismo e liderança voltados para o engajamento das pessoas vivendo com HIV/aids na luta contra a epidemia. No conjunto daquilo que se denomina “ativismo” está implícito que todo soropositivo deve ser também um “ativista”. Nesse processo, narrativas biográficas assumem papel relevante na estruturação do sujeito “ativista” e também como instrumento político. Com base em relatos biográficos e itinerários de vida e observações etnográficas veiculados nesse contexto, busquei compreender algumas das especificidades da política “ativista” e da constituição desse sujeito. Pude perceber que os treinamentos constituem lugar de emergência de subjetividades ligadas ao HIV/aids e que entrelaçadas com a corporalidade indicam que o “ativismo” mais do que uma categoria importante constitui uma realidade e um modo de relação entre as pessoas vivendo com HIV/aids do movimento.

Artigo
Maternidade, cuidados do corpo e “civilização” na Pastoral da Criança

Este texto é uma análise de como a Pastoral da Criança, organismo da Igreja Católica, procura definir identidades femininas pela difusão de práticas relativas ao uso e cuidado do corpo. As técnicas de exame e cuidado do corpo presentes nos manuais da Pastoral da Criança são usadas para desenvolver uma auto-identificação como mãe entre as atendidas e uma identificação das ‘líderes’ com o papel de educadoras. Este trabalho possibilita à Pastoral da Criança apresentar uma ideologia contraposta aos feminismos e concorrer com estes em fóruns governamentais em que são definidas políticas relativas ao uso do corpo.

  • Estudos Feministas, vol. 15, n.1

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