Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
A aprendizagem das diferenças sociais: classe, gênero e corpo em uma escola para meninas

Este artigo discute a relação entre educação e estratificação social por meio do estudo de uma escola confessional feminina privada, voltada para atender famílias de alta renda na cidade de São Paulo, por volta de 1960. Interroga-se as modalidades de participação da escola na produção de disposições corporais e habilidades sociais específicas, evidenciando-se de que maneira processos de escolarização podem estar na base da aprendizagem de diferenças de classe e gênero. Os procedimentos metodológicos incluíram questionários, entrevistas com ex-alunas, diretoras e exprofessoras, análise de fotografias dos ambientes e do cotidiano escolar. Os resultados sugerem que o exame das modalidades de escolarização é particularmente eficaz para a compreensão dos processos de diferenciação social nas sociedades contemporâneas.

  • Cadernos Pagu, v.26
Tese
My body, my self, and my reading of corporeality in Margaret Atwood s fiction

A literatura contemporânea escrita por mulheres demonstra como o contexto histórico e sociocultural em que as personagens femininas são construídas afeta a percepção das personagens quanto a seu corpo e seu self. Romances como os de Margaret Atwood exploram a corporalidade, ou, em outras palavras, a experiência material, social, cultural do corpo feminino, que inclui o corpo físico, emocional e o das funções mentais em suas interligações com o mundo. A tese investiga conceitos relacionados à questão do gênero: o desconforto do corpo feminino enraizado nas relações sociais e a experiência material do corpo nos romances escritos por Margaret Atwood, O Olho do Gato (1989) e Dano Corporal (1981). A pesquisa centra-se na articulação literária e nos temas principais acerca dos problemas de ser mulher, na análise da relação entre o corpo biológico e o conceito cultural do corpo, na crítica das representações sociais de mulheres e na possibilidade de transformação individual e social. A análise é tecida por meio da literatura, juntamente com um diálogo entre os textos pesquisados e trechos da escrita criativa escritos pela pesquisadora, refletindo a visão pós-estruturalista que inclui o observador dentro dos fenômenos observados, funcionando como uma ponte entre o analítico e o criativo, o acadêmico e o orgânico, bem como entre outras dicotomias históricas.

Tese
Veja, os anos 80 em revista: leitura e memória cultural

Esta dissertação tem como propósito maior a construção de uma memória de leitura que possui na revista semanal Veja a sua fonte principal. Esta revista, como importante veículo midiático, esteve presente na vida do autor deste trabalho e foi a sua grande fonte de interesse e leitura durante a década de oitenta, em um período formador de sua aptidão para a escrita e leitura. A justificativa desta proposta encontra-se no interesse e na importância que a memória tem na formação de qualquer indivíduo bem como na refabulação que este vai fazer em relação a tantas coisas por ela registradas. Assim, o objetivo aqui foi o de voltar às publicações da revista Veja nos anos oitenta, de janeiro de 1980 até dezembro de 1989, e reencontrar a materialidade escrita, os inúmeros textos e reportagens que construíram esta memória. Para tanto, houve a seleção de alguns tópicos especiais, as seções da revista mais ligadas à cultura de forma geral, para com elas elaborar esta dissertação que tem em cada capítulo uma ou algumas temáticas nascidas da compilação de várias seções da revista.

Artigo
Legislação menorista para o trabalho: infância em construção (Florianópolis, 1930-1945)

Este artigo analisa a legislação instituída pelo Estado brasileiro nas primeiras décadas do século XX, que visava regulamentar as relações de trabalho infanto-juvenis. Essa regulamentação foi peracionalizada pelas autoridades judiciárias e contribuiu para a introdução de uma noção de infância pautada nas representações sociais de masculino e feminino, presentes na norma familiar burguesa, para as famílias pobres urbanas do Brasil durante o governo de Vargas.

  • Caderno Espaço Feminino, v.17 n.01
Artigo
Doces de ovos, doces de freiras: a doçaria dos conventos portugueses no Livro de Receitas da irmã Maria Leocádia do Monte do Carmo (1729)
  • Cadernos Pagu, Desafios da equidade, v.17_18

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