Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
A TEOLOGIA, O FEMININO

O artigo retrata exemplos de mulheres e místicas que leram a Bíblia de uma forma nova e diferente de como a secular tradição masculina fez. Elas conseguiram reinterpretar sua experiência de fé com palavras originais e manifestam uma subjetividade cheia de dúvidas expressa sabiamente pelo uso da ironia. São elas: Domenica Narducci da Paradiso (+1553), que comenta com grande coragem a famosa proibição paulina “As mulheres calem em assembléia” (1Cor 14,34); Arcangela Tarabotti (+1652), que sem temor denuncia o escândalo dos enclausuramentos forçados; Sarah Grimké (+1873), que leva adiante uma leitura emancipacionista e igualitária das Sagradas Escrituras; Elisa Salerno (+1957), que encontra na má interpretação da Bíblia os fundamentos da exclusão feminina e acusa a Igreja Católica de “heresia antifeminista”. O rastro de pensadoras nunca se exauriu e retoma vigor nos dias atuais com os estudos e as reflexões de teólogas que impulsionam suas igrejas a buscar novos modos de viver a igualdade e a diversidade, com o intuito de reconhecer na diversidade um valor imprescindível para a fé no Deus Uno e Trino.

  • Estudos Feministas, vol. 13, n.2
Artigo
Um filho quando eu quiser?: o caso da França contemporânea

A livre escolha da maternidade e do momento de vivê-la foram reivindicações centrais e unânimes do movimento de mulheres nos anos 1970. Em uma primeira fase, esse embate foi amplamente acompanhado por profissionais da área médica, com a difusão de práticas medicalizadas de contracepção e de aborto. Em contrapartida, as tecnologias reprodutivas que permitem adiar a idade da maternidade foram acolhidas com controvérsias pelas feministas: será que essa medicalização da procriação contribuiria para libertar as mulheres dos limites cronológicos ou, pelo contrário, as confinaria a um destino maternal? É essa questão que esse artigo pretende esclarecer, a partir da experiência social da fecundação in vitro nas duas últimas décadas, sobretudo a realizada em um hospital francês.

  • Estudos Feministas, vol. 13, n.1
Artigo
Mulheres no Tráfico de Pessoas: vítimas e agressoras

A Criminologia Positivista no Brasil contribuiu para a criação e fortalecimento de estereótipos que influenciam as relações sociais atuais. A Criminologia, enquanto ciência, fortaleceu a idéia do que se chamou “ideal feminino”, ou seja, comportamentos padrões que seriam “naturais” e esperados para as mulheres. Um dos temas que mais chamavam a atenção era a sexualidade, o que criou padrões rigídos e preconceitos que perduram até os dias atuais. Esse é um dos motivos que faz com que as mulheres, hoje, vítimas do tráfico para fins de exploração sexual sejam vistas como agressoras e não sejam merecedoras de um tratamento digno e adequado.

  • Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
Artigo
La conciencia de la mestiza / Rumo a uma nova consciência
  • Estudos Feministas, vol. 13, n.3
Artigo
A luta das mulheres agricultoras: entrevista com Dona Adélia Schmitz
  • Estudos Feministas, vol. 15, n.2

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