CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo tem por objetivo resenhar os trabalhos recentes que tratam das questões de comércio e gênero no Brasil. Excetuando- se o artigo de Azar (2004), que avalia o impacto da abertura comercial sobre o mercado de trabalho com uma perspectiva de gênero, o número de trabalhos sobre o tema é pequeno e, em sua maioria, eles tratam das questões de comércio apenas marginalmente ao analisar a evolução do mercado de trabalho. Inicialmente, o trabalho analisa a evolução das políticas comerciais e de seus efeitos na economia brasileira nos anos 1990 para, em seguida, resenhar os artigos que tratam, ainda que marginalmente, do tema. As conclusões sugerem algumas pistas de pesquisa a serem seguidas.
- Revista Gênero, v.6n.2 - v.7 n.1
O propósito deste artigo é analisar os vestígios de uma educação do corpo feminino nas páginas da Revista Brasileira de Ciências do Esporte (RBCE), principal veículo de divulgação de trabalhos de pesquisa de uma instituição científica do campo da Educação Física e Esporte denominada Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE). Cabe salientar que tanto o CBCE quanto a RBCE nascem na década de 1970, período marcante para os estudos de gênero e de participação feminina na vida pública. Entretanto, uma discussão mais densa sobre essas problemáticas neste campo somente serão encontradas nas páginas da Revista na década de 1990.
- Revista Gênero, v.7 n.2
A instalação da imprensa no Brasil permitiu que a circulação de livros aumentasse, mesmo que se leve em conta as dificuldades de ampliação do público leitor, devido a um alto grau de analfabetismo no século XIX. A leitora foi uma nova conquista que permitiu a multiplicação da oferta de romances, folhetins, poesia e belas letras em geral. A conquista desta leitora se fazia também a partir de anúncios em jornais. Este público em poten-cial também promoveu o aumento do interesse de livreiros estrangeiros, que passaram a formar a maioria de comerciantes e livreiros na cidade do Rio de Janeiro. As leitoras transformaram-se lentamente, e de simples consumidoras passaram a escrever livros, tornando-se autoras.
- Revista Gênero, v.5 n.2
Nesta dissertação, é proposta uma discussão, sob a égide do feminismo, a respeito do cânone - visto como uma estrutura de exclusão - e a noção de valor literário e estético aplicada às obras de escritoras(es) não-canônicas (os) e mais especificamente, à obra poético-erótica de Gilka Machado. É trazida uma versão historiográfica das condições em que viviam as mulheres no Brasil durante os trinta primeiros anos do século XX - a chamada Belle Époque - e sobre os discursos formadores e práticas vigentes na época. Além disso, analisou-se a relação entre a proposta da Nova Mulher, defendida pelas feministas européias e norte-americanas, a qual seria independente em todos os campos, inclusive no exercício de sua sexualidade, e a representação do sujeito lírico da poesia de Gilka Machado. Elaborou-se ainda um texto relacionando a vida e a obra da poetisa. A seguir, há uma leitura da poesia da autora em questão, destacando valores estéticos feministas, a presença do erotismo desvelado, um tema até então nunca utilizado por mulheres na história da poesia lírica brasileira, sendo destacadas a apresentação do sujeito lírico no feminino como sujeito do desejo, a transgressão dos valores conservadores sob a conduta sexual das mulheres, que estavam sendo ideologicamente implantados, e a contradição, representada pela afirmação em alguns versos dos mesmos valores conservadores que estavam sendo combatidos em outros poemas. Entretanto, a pesquisa revela que a poesia de Gilka Machado apresenta um caráter inovador e até mesmo antecipador de pressupostos existencialistas que somente vieram a ser amplamente desenvolvidos por Simone de Beauvoir nos anos 40 e 50.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
O presente trabalho explora estudos teóricos que têm buscado conciliar feminismo e maternidade, e seus reflexos na literatura. A partir da perspectiva psicanalítica, objetivam desconstruir os mitos patriarcais que regulam a complexa experiência da maternidade; analisam as fragilidades e inconsistências do paradigma edipiano, e identificam o crescimento de outras economias psicológicas e narrativas que buscam ressignificar a maternidade sob a ótica da mulher. Cixous, Irigaray e Kristeva, e recentes contribuições para uma teoria feminista da maternidade. Breve análise desta temática na literatura inglesa.
- Revista Gênero, v.5 n.2



