CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
- Caderno Espaço Feminino, v.13 n.16
- Estudos Feministas, v.1, n.1
A autora conta suas desventuras teóricas após aceitar escrever um verbete sobre "gênero" para um dicionário marxista reputado. Em suas próprias palavras: "Além disso, mesmo se Marx e Engels - ou até Gayle Rubin - não se aventuraram pela sexologia, medicina ou biologia em suas discussões sobre sexo/gênero, ou sobre a questão da mulher, eu sabia que teria de fazê-lo. Ao mesmo tempo, estava claro que outras GRANDES correntes dos escritos feministas modernos sobre sexo, sexualidade e gênero se entrelaçavam constantemente mesmo com as mais modestas interpretações de minha encomenda. A maioria delas, talvez especialmente as correntes psicanalítica e literária do feminismo francês e inglês, não aparece em meu verbete sobre Geschlecht. De modo geral, o verbete abaixo focaliza os escritos das feministas norte-americanas. Este não é um escândalo trivial."
- Cadernos Pagu, O risco do bordado, v.22
O trabalho procura mostrar como as mulheres do Vale do Paraíba sentiram e foram envolvidas pelo poder de suas famílias na construção e no apogeu da economia cafeeira fluminense. Através de cartas e inventários de três gerações femininas, o cotidiano dos barões do café é revisitado; como elas utilizaram estratégias, ainda que pequenas, para construírem o seu espaço como mulheres naquela sociedade tradicional. A primeira geração estudada viveu no final do século XVIII, a segunda durante o XIX e a terceira morrendo no século XX, todas ligadas por laços familiares, mas nascendo, morando e morrendo naquele espaço do vale do Paraíba fluminense.
- Revista Gênero, v.6 n.1
Esta dissertação é uma análise de narrativas de experiência pessoal de eventos considerados violentos. Trata-se de uma interpretação da forma pela qual habitantes de Florianópolis (SC) que se consideram como vítimas de alguma das modalidades das violências expressam suas experiências. Busca-se analisar o significado de eventos violentos e como as pessoas vivenciam, pensam, interpretam, concedem sentido e o expressam em suas narrativas, em que se pode encontrar a expressão da identidade do sujeito narrador, assim como a formulação de contra-identidades dos sujeitos que se considera serem responsáveis pelas violências sofridas. Procura-se também entender como tais eventos e o medo associado a eles alteram o cotidiano e a sociabilidade dos indivíduos, e como os habitantes da cidade concedem significado às suas experiências das violências.




