CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Diante das formações contemporâneas pós-coloniais e da re-configuração de todos os tipos de conhecimentos e cartografias a problemática da tradução tornou-se um novo espaço de debate feminista. Por quais rotas as teorias feministas, junto com seus conceitos fundacionais, viajam nas Américas? Como são traduzidas em diferentes contextos geográficos e históricos? Sue tipos de leituras as categorias analíticas das teorias feministas recebem em seus múltiplos deslocamentos? Quais os mecanismos e as tecnologias de controle que supervisionam o trânsito das teorias através dos fronteiras territoriais, institucionais e disciplinares? Estas são algumas questões que introduzo para o debate que está publicado nesta seção temática.
- Estudos Feministas, vol. 8, n.2
En América Latina durante el curso del siglo XX se lograron considerables avances para fortalecer los derechos de propiedad de la mujer casada. Sin embargo, se ha prestado atención limitada a los derechos de herencia de las esposas. La revisión de las normas legales en doce países permite argumentar que las viudas están a menudo en una posición de desventaja en comparación con las hijas/os de la pareja. Las normas sobre herencia no fueron diseñadas para dar a las viudas la posibilidad de autonomía económica, por medio del control de la finca familiar o los negocios. Si se tiene en cuenta la diferencia de género a favor de la mujer en la expectativa de vida y la cobertura limitada de las mujeres en la seguridad social (especialmente las rurales) en la mayoría de los países, las mujeres son particularmente vulnerables cuando enviudan. Es urgente que el movimiento de mujeres tenga en cuenta en su agenda el tema de los derechos de herencia, en razón de que su fortalecimiento es necesario para el logro de la redistribución de la propiedad y de una al igualdad de género.
- Estudos Feministas, vol. 9, n.2
As chamadas “minorias” sexuais são, hoje, muito mais visíveis do que antes, e, conseqüentemente, torna-se mais acirrada a luta entre elas e os grupos conservadores. Esse embate, que merece uma especial atenção de estudiosos/as culturais e educadores/as, tornase ainda mais complexo se pensarmos que o grande desafio não consiste, apenas, em assumir que as posições de gênero e sexuais se multiplicaram e escaparam dos esquemas binários; mas também em admitir que as fronteiras vêm sendo constantemente atravessadas e que o lugar social no qual alguns sujeitos vivem é exatamente a fronteira. Uma nova dinâmica dos movimentos (e das teorias) sexuais e de gênero está em ação. É dentro desse quadro que a teoria queer precisa ser compreendida. Admitindo que uma política de identidade pode se tornar cúmplice do sistema contra o qual ela pretende se insurgir, teóricos/as queer sugerem uma teoria e uma política pós-identitárias. Inspirados no pós-estruturalismo francês, dirigem sua crítica à oposição heterossexual/homossexual, compreendida como a categoria central que organiza as práticas sociais, o conhecimento e as relações entre os sujeitos. O que, afinal, esta teoria tem a dizer para o campo da Educação?
- Estudos Feministas, vol. 9, n.2
A circulação global, entre 1994 e 2001, do neo-zapatismo e do ativismo solidário não-indígena como símbolos de resistência no ciber-espaço sugere a necessidade de novas formas de leitura dos movimentos sociais na era digital. Uma leitura feminista do binarismo local/global do espaço discursivo em torno da rebelião maia em Chiapas tanto afirma quanto contesta teorias predominantes pós-modernas sobre a relação entre corpo humano e tecnologias cibernéticas. Esse espaço híbrido transgride e confirma fronteiras entre ator/atriz e audiência, escritor/a e leitor/a, humano e máquina. A relação entre o teatro da resistência material na Zona de Conflito e o crescimento da resistência virtual no Ciber-Chiapas ilustra a natureza ciborgue material/tecnológica da rebelião de Chiapas.
- Estudos Feministas, vol. 10, n.1
- Caderno Espaço Feminino, v.10 n.12_13




