Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Comentário
  • Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
Artigo
A construção de diferenças de gênero entre estudantes de medicina

Neste artigo, apresentamos os resultados de uma pesquisa empírica sobre a construção identitária de estudantes de medicina em espaços não formais da universidade, em uma sociedade de consumo. Fundamentaram o estudo noções do pós-estruturalismo, principalmente sobre a natureza construída das identidades de gênero pelos discursos. Os resultados sinalizam a importância de se reconhecer que as experiências e subjetividades são passíveis de mudanças e de se integrar a problematização dos discursos dominantes aos currículos formais, facilitando uma maior igualdade de gênero, etnia e classe social.

  • Cadernos Pagu, Mudanças, v.30
Artigo
A ciência dos partos: visões do corpo feminino na constituição da obstetrícia científica no século XIX

Este artigo trata da produção do saber especializado sobre o corpo feminino entre os séculos XIX e XX, tendo como objetivo principal analisar as imagens divulgadas nos tratados e manuais de obstetrícia publicados na Europa e que foram utilizados pelos estudantes de medicina e médicos brasileiros. Procura-se entender o realismo das imagens médico-científicas sobre o corpo feminino como forma de expressão de uma nova relação entre médicos e mulheres engendrada pelos métodos de investigação produzidos nos laboratórios de anatomopatologia e nos exames clínicos das mulheres grávidas.

  • Estudos Feministas, vol. 13, n.3
Artigo
“Mulher-raça”: a reprodução da nação em Gabriela Mistral

O artigo desmascara a posição pública assumida por Gabriela Mistral como defensora dos povos indígenas, argumentando que no âmbito privado sua posição foi absolutamente oposta a qualquer afirmação sexual pública não-normativa. A autora sugere três operações críticas para a leitura da obra de Mistral sobre o sujeito da “raça” latino-americana: a recusa da negritude (Mistral reage a ela com ansiedade, sexualização e patologização, ou seja, com atitudes brancas estereotipadas), a cumplicidade da linguagem da diversidade com as práticas do pensamento supremacista branco (evidenciada em sua correspondência) e o papel da queerness no nacionalismo racializado de Mistral (sua atitude queer acabou ajudando a aprimorar a heteronormatividade e o projeto racial latino-americanista).

  • Estudos Feministas, vol. 13, n.2
Artigo
¿INSERCIÓN LABORAL DE LAS MUJERES EN AMÉRICA LATINA: UNA FUERZA DE TRABAJO SECUNDARIA?

El objetivo principal de este texto es discutir la aplicación de la noción de “fuerza de trabajo secundaria” para caracterizar la fuerza da trabajo femenina en América Latina. Esa caracterización, hecha con frecuencia en forma mecánica por un lado corresponde, cada vez menos a la realidad de los hechos, ya que es creciente la participación femenina en el mercado de trabajo, así como la continuidad de sus trayectorias laborales, el número de horas dedicadas al trabajo remunerado, así como su aporte al ingreso familiar y a la superación de la situación de pobreza de un porcentaje importante de hogares. Por otro lado, el texto argumenta que esa caracterización es uno de los elementos centrales en la estructuración de los patrones de discriminación de género que persisten y se reproducen en el mercado de trabajo latinoamericano.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.2

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