CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
O artigo analisa o papel das Sociedades de Senhoras Evangélicas, na formação das mulheres em Blumenau através de uma educação voltada para o conhecimento do que se entendia então como economia doméstica, que incluía culinária, administração da casa, contabilidade, cuidado com crianças.
- Caderno Espaço Feminino, v.20 n.2
Este artigo apresenta algumas reflexões sobre a imprensa feminista alternativa que surgiu no Estado de São Paulo, Brasil, na segunda metade dos anos 1970. Essa imprensa se tornou um espaço de expressão de uma linha política intimamente vinculada ao despertar das mulheres para as idéias feministas do período posterior à luta armada contra a ditadura no Brasil. Os jornais Brasil Mulher e Nós Mulheres retrataram, em seus artigos e editoriais, a luta pela anistia, pelas creches e pelas liberdades democráticas – todos símbolos da oposição contra o regime no período da ditadura militar. Além disso, eles incluíam matérias específicas, tais como violência doméstica, condições de trabalho das mulheres, direitos reprodutivos, aborto e sexualidade. Do ponto de vista do movimento popular e das organizações de mulheres, essa imprensa constitui, sem sombra de dúvida, uma fonte importante e ainda inexplorada para compreender o período considerado.
- Estudos Feministas, vol. 11, n.1
A reflexão aqui desenvolvida aborda uma das maiores antinomias políticas do pensamento político moderno: aquela que consiste em fazer da comunidade política um artifício humano, fundamentando-a, ao mesmo tempo, em bases pré-políticas, anteriores à ação humana. Ao reinventar o político como espaço de liberdade, os modernos reinventaram o natural como limite dessa liberdade humana que a religião já não estava em condições de conter. Nesse contexto, a caça às bruxas decorre tanto de um obscurantismo religioso ou supersticioso quanto de uma iniciativa racional fundada na eficácia. As implicações políticas do politeísmo cognitivo, que explode na pluralidade das percepções científicas da natureza humana e da natureza das coisas, estabelecem um estreito laço entre a constituição da autoridade da “ciência” moderna, como modelo de conhecimento da natureza, e a constituição da autoridade religiosa e temporal. A naturalização da hierarquia dos sexos no mundo moderno é, ao mesmo tempo, o arquétipo e o sintoma desse processo histórico que desloca a legitimação da dominação do âmbito religioso para o da natureza.
- Estudos Feministas, vol. 11, n.1
Uma proposta de leitura de gênero da produção artística feminina durante a fase do Modernismo através de elementos comuns entre artistas como Tarsila do Amaral, Frida Kahlo, Tamara de Lempicka e Georgia O’Keeffe, apesar da dimensão individual de cada uma, a partir da categoria de grotesco em sua definição estética. O grotesco, em sua expressão histórica e de gênero, aparenta ser um aspecto da linguagem comum utilizada pelas mulheres, em uma definição de estratégia voltada para um reconhecimento perante a crítica e o mercado. Se, de um lado, a tradição visual e decorativa remete a um ‘feminino idealizado’, potencialmente esperado, por outro, o grotesco, como meio de quebrar a realidade que se pretende racional e coerente, associado historicamente aos movimentos anticlássicos, fornece uma abertura para uma expressão sexuada e anticonformista das artistas.
- Estudos Feministas, vol. 11, n.1
Em Stills cinematográficos sem título e Projeções num telão, Cindy Sherman encena de maneira crítica os estereótipos que regem a imagem da mulher como produto do olhar masculino.
- Estudos Feministas, vol. 11, n.1


