CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artículo examina las experiencias de Zelia Nuttall e Isabel Ramírez Castañeda en la antropología mexicana y su participación en la Escuela Internacional de Etnología y Arqueología Americana (1910-1914). Basándome en investigaciones de archivo analizo las distintas maneras de participar en antropología en un momento de profesionalización. Este artículo ofrece información institucional, biográfica y social que nos permite conocer mejor las experiencias de las mujeres antropólogas pioneras.
- Cadernos Pagu, Ciência, substantivo feminino, plural, v.27
No presente artigo,1 buscarei refletir sobre uma família recomposta homoparental feminina da periferia da cidade de São Paulo, no que concerne à conjugalidade, ao relacionamento com as filhas, com a família extensa e com o ex-marido. Analisam-se possíveis variáveis que influenciam na forma como a lesbianidade é tratada e vivida e como diferentes posições relativas à questão podem levar a distintos arranjos familiares. No caso enfocado, a vivência de uma militância política e a concepção de lesbianidade como “condição” levam a uma publicização da mesma que terá repercussões na configuração dessa família. Por fim, partindo de uma consideração acerca dos dados etnográficos pesquisados, repenso a própria noção de lesbianidade e de pluriparentalidade.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.2
O texto procura articular uma maneira feminista e holista de pensar a relação entre natureza e desejos. Tento considerar nossos desejos em relação ao nosso corpo e a como ele responde às forças nas nossas subjetividades, às pessoas a nossa volta e à história da nossa espécie. Começo considerando a distinção entre o político e o pessoal e daí faço algumas observações sobre a natureza e as três ecologias imbricadas uma na outra como diagnosticou Guattari. Proponho que entendamos o corpo como a confluência dessas ecologias e, ao mesmo tempo, como sendo ele mesmo nossa plataforma política. Proponho, então, um modelo acerca de como a natureza molda e restringe nossos desejos de um modo que não nos impõe nenhuma mensagem específica. Reflito, assim, sobre nossos instintos e como eles se inscrevem na política de nossa espécie – e como eles podem ser transformados, uma vez que não são mais naturais que os demais itens da nossa paisagem subjetiva. Essa transformação, eu argumento, deve ser pensada em termos de uma politização ecológica.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.2
A busca da adequação aos padrões de identidade socialmente impostos tem justificado e instituído as mais variadas formas de controle corporal. Há cerca de dois séculos vivemos um processo de contínuo disciplinamento e normalização dos corpos que também tem conseqüências subjetivas, pois a subjetividade está diretamente associada à materialidade do corpo. Assim, a história da criação de corpos e identidades sociais é também uma história dos modos de produção da subjetividade. O texto parte dessa constatação para discutir uma forma de resistência ao assujeitamento: a proposta foucaultiana de uma estética da existência.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.3
Neste artigo, quero fazer a afirmação provocadora de que há algumas maneiras em que mudamos a ciência, mesmo que, uma vez mais, não exatamente da maneira ampla que algumas de nós imagináramos. Para fundamentar essa afirmação, arrolarei algumas mudanças – todas elas na biologia, e todas em óbvia simpatia com os objetivos feministas, mudanças que tiveram lugar tanto com o maior acesso das mulheres à ciência quanto com o surgimento da crítica feminista da ciência.
- Cadernos Pagu, Ciência, substantivo feminino, plural, v.27



