CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo propõe uma reflexão sobre o processo de conscientização e mobilização em torno do tema trabalho da criança, as lutas sociais no combate à sua eliminação e o processo de implementação de um dos programas mais atuantes na área – o IPEC (Programa Internacional de Eliminação do Trabalho Infantil). Através de um breve retrospecto histórico sobre a entrada do tema trabalho da criança na agenda nacional e internacional, descrevo a atuação dos atores sociais que fizeram parte da discussão e da criação de projetos e de programas de erradicação do trabalho infantil, discutindo a consolidação dos movimentos sociais em defesa das crianças e dos adolescentes. A análise das representações do trabalho infantil na família e no cotidiano das crianças e dos adolescentes está atravessada pela questão de gênero, observada nas falas das crianças e adolescentes, bem como de suas famílias.
- Cadernos Pagu, v.26
O crescente pânico moral acerca do “tráfico de seres humanos” tem criado uma situação na qual os agentes que tratam do tema, ao tentar oferecer informações concretas sobre o fenômeno, muitas vezes, transformam termos de denúncias em categorias analíticas. Esse artigo analisa a produção recente nessa área, buscando recuperar e problematizar as fontes originais acerca do “tráfico”, no sentido de evidenciar como dados contraditórios são transformados em “fatos” no processo de produção de saberes, no qual a militância política pode se confundir com a pesquisa científica.
- Cadernos Pagu, Mercado do sexo, v.25
- Cadernos Pagu, (trans)formações, v.24
Este artigo discute a relação entre educação e estratificação social por meio do estudo de uma escola confessional feminina privada, voltada para atender famílias de alta renda na cidade de São Paulo, por volta de 1960. Interroga-se as modalidades de participação da escola na produção de disposições corporais e habilidades sociais específicas, evidenciando-se de que maneira processos de escolarização podem estar na base da aprendizagem de diferenças de classe e gênero. Os procedimentos metodológicos incluíram questionários, entrevistas com ex-alunas, diretoras e exprofessoras, análise de fotografias dos ambientes e do cotidiano escolar. Os resultados sugerem que o exame das modalidades de escolarização é particularmente eficaz para a compreensão dos processos de diferenciação social nas sociedades contemporâneas.
- Cadernos Pagu, v.26
Este artigo tece reflexões sobre o universo sociohistórico do cuidado de saúde na perspectiva da divisão sexual do trabalho. A enfermagem é o campo profissional analisado e espelha a feminização no setor. Nesse sentido, pode-se afirmar que persiste a feminização na enfermagem brasileira, o que pode ser observada tanto na qualificação universitária como nos níveis médio e técnico. A enfermagem no setor da saúde representa o maior contingente de trabalhadoras e trabalhadores, sendo marcada pela seletividade com base em “qualidades” de sexo.
- Cadernos Pagu, (trans)formações, v.24



