CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Esta tese analisa discursos e práticas de educadores de duas ONGS de Florianópolis cujas ações sociopolíticas e pedagógicas têm como objetivo "retirar as crianças das ruas” (leia-se: da “criminalidade” e da “violência”), e “dar oportunidades", um discurso social bastante comum no Brasil. Estas ações podem ser entendidas como manifestações da movimentação da sociedade civil organizada que se dirigem ao enfrentamento de problemas sociais em um contexto de aparente “crise das instituições”. Além disso, são características de uma mudança de foco no enfrentamento das violências em uma direção preventiva, através de intervenções sobre categorias e configurações de sujeitos. A discussão se baseia em uma tentativa de articular os debates acerca das violências com as teorias da civilização e da pacificação social, com as análises sobre a sociedade civil em seu papel de enfrentamento destes “problemas” e também com as teorias do reconhecimento social e da redistribuição material, agência e empoderamento, como estratégias para aportar "soluções". Busca-se neste trabalho perceber nas ações de agentes de ONGs de educação infantil e educação complementar comunitária de Florianópolis as possibilidades e limites de enfrentamento das violências entre os jovens e crianças atendidos por estas instituições. Para tanto, procurou-se articular e fazer dialogar teorias antropológicas e sociológicas com os discursos e práticas dos sujeitos pesquisados acerca dos temas relativos às violências, à educação e aos movimentos sociais. Procurou-se explorar os entendimentos do conceito de “violência” e as formas como este entendimento afeta as modalidades propostas de intervenção e prevenção, buscando perceber o que as soluções propostas podem nos dizer acerca da maneira como estes agentes veem e interpretam moralmente a si, ao mundo contemporâneo e seus problemas.
A idéia central deste ensaio é apontar as ligações entre três escritoras do século XIX: Emily, Charlotte e Anne Brontë, irmãs inglesas de grande talento literário e desbravadoras de um universo até então proibido às mulheres. Ao fazê-lo, buscaram esconder-se no início sob pseudônimo masculino, seguindo o exemplo de outras mulheres da mesma fase, tais como George Eliot e George Sand. As confusões criadas pelos leitores e principalmente pela crítica em torno da autoria real de seus romances levaram-nas a assumir suas identidades verdadeiras e abandonar os disfarces de Acton, Currer e Elis Bell, tornandose respectivamente Anne, Charlotte e Emily Brontë. A esta altura, entretanto, o sucesso de Currer Bell (Charlotte Brontë) já se espalhara por toda a Inglaterra e atingira a América, com o romance Jane Eyre que, apesar das críticas controversas e principalmente moralistas que lhes foram dirigidas, rapidamente caiu na preferência do grande público leitor. O mesmo aconteceria com Wuthering Heights alguns anos mais tarde. Anne Brontë, entretanto, apesar de ser escritora igualmente talentosa, não foi festejada. Muito ao contrário, recusada pela crítica moralista e mais tarde pela literária, permaneceu por todos esses anos no território do esquecimento. Este trabalho tenta elucidar as razões do ostracismo a que tantas gerações a condenaram e recuperá-la através de suas obras (Agnes Grey e The Tenant of Wildfell Hall) e de sua biografia urdida à sombra das irmãs.
- Revista Gênero, v.6 n.1
Neste artigo procuramos analisar as relações entre o matrimônio e as fontes de caráter jurídico do reinado de Afonso X (1252-1284), além de investigar as conexões entre História Medieval, Estudos Feministas e Estudos de Gênero. Nosso objetivo é fazer indagações a par-tir de alguns exemplos qualitativos que, de maneira nenhuma, constituem elementos típicos ou esgotam a multipli-cidade, instabilidade e subjetividade de atitudes jurídicas do período e das documentações estudadas.
- Caderno Espaço Feminino, v.14 n.17
O presente trabalho tem como objetivo estudar o Mercado Consumidor Feminino. Mostrar a sua existência; a sua potencialidade; o fato de ter sido pouco explorado até agora; a sua crescente importância no processo de compra e consumo; como conquistá-lo e, além de levantar possíveis segmentos desse mercado. A fundamentação teórica foi estruturada em quatro partes. Primeiramente é abordado o fato de que a diferença entre homens e mulheres gera uma grande oportunidade de negócios para as empresas. Em seguida trata-se do tema segmentação. Então são apresentadas algumas peculiaridades do mercado consumidor feminino. E por fim fala-se sobre algumas maneiras para conquistar as consumidoras. Com base na fundamentação teórica e nos objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa de campo, com uma amostra de 437 mulheres respondentes. Os resultados obtidos mostram que as mulheres realmente merecem uma atenção especial, visto que cada vez mais são elas que influenciam, decidem e consomem no processo de compra.
- Caderno Espaço Feminino, v.10 n.12_13
- Revista de Saúde Pública




