CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo tem como propósito discutir as redes de subcontratação e os novos “usos” do trabalho a domicílio como elementos centrais do processo de reestruturação do setor de confecção nos anos 90, bem como seus impactos sobre as condições de trabalho e saúde das mulheres trabalhadoras. Para isso, partimos de uma pesquisa realizada na região de Campinas/SP, que contemplou o estudo de empresas de confecção de pequeno e médio porte, como também uma extensa rede de subcontratação, que tem na sua ponta inferior o trabalho a domicílio. A pesquisa mostra que as mulheres constituem a força de trabalho tradicionalmente subcontratada pelas empresas confeccionistas e ocupam as posições inferiores e mais vulneráveis na cadeia produtiva. Mostra também que o trabalho a domicílio aparece revitalizado, como instrumento central de aumento da produtividade a baixos custos e como forma alternativa de enfrentar a concorrência com grandes empresas do ramo.
- Cadernos Pagu, Desafios da equidade, v.17_18
Através de relatos orais de ex-participantes do grupo de criação e desenvolvimento da publicidade da Rhodia Têxtil nos anos 1960, o artigo analisa as diferenças e semelhanças de percepções presentes nas rememorações de homens e mulheres sobre a profissão de modelo e manequim e mais especificamente as “manequins exclusivas Rhodia” no período.
- Cadernos Pagu, O risco do bordado, v.22
Este artigo discute as relações de gênero vividas por mulheres imigrantes judias, procedentes da Europa Oriental, que se fixaram em São Paulo e em Nova York, e por suas filhas, nascidas nessas cidades, apontando a importância das categorias gênero e geração nos estudos comparativos de imigração.
- Cadernos Pagu, Cara, cor, corpo, v.23
O objetivo deste artigo é trazer à cena um outro pólo de um esquema comparativo que tradicionalmente toma como referência os Estados Unidos e que aparece em muito menor destaque nas análises clássicas sobre as relações "raciais": a África do Sul. O foco desta comparação serão os relacionamentos afetivo-sexuais "inter-raciais" em ambos os países. Tais relacionamentos, sejam eles formais ou não, são tidos como uma espécie de sismógrafo do grau e extensão do preconceito e da discriminação "raciais" e fornecem um rico campo exploratório para o inter-cruzamento e análise sobre alguns arranjos possíveis entre "raça", sexualidade e gênero.
- Cadernos Pagu, Cara, cor, corpo, v.23
O texto documenta a existência de padrões distintos de desigualdades nos rendimentos auferidos no trabalho entre grupos de sexo e cor, no Brasil, analisando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios para os anos de 1989 e 1999. Argumenta em favor da importância dos demarcadores inscritos no corpo como elementos explicativos importantes, embora não exclusivos, das desigualdades salariais documentadas, procura isolar prováveis indícios de discriminação racial e/ou de gênero, controlando estatisticamente o efeito de outros possíveis determinantes das desigualdades nos rendimentos. Finalmente, reflete sobre os elos entre desigualdade, discriminação e intolerância nos ambientes de trabalho no Brasil.
- Cadernos Pagu, Desafios da equidade, v.17_18



