CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo analisa, a partir de uma ótica de gênero, a diversidade de rendimentos do trabalho, examinando a contribuição das diferenças de escolaridade, sexo e posição na ocupação. Previamente, descreve as principais manifestações da consolidação da participação da mulher no mercado de trabalho e faz algumas considerações sobre o comportamento da atividade econômica e do salário mínimo na década de 1990. A partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - (PNAD), de 1992 e 2002, o estudo focaliza o conjunto das dez principais regiões metropolitanas do país. Constata-se que as diferenças de rendimento por sexo, embora continuem bastante grandes, diminuíram de importância, como um dos aspectos da enorme diferenciação geral dos rendimentos do trabalho no Brasil. A relativa estruturação e elevação dos rendimentos nos empregos pior remunerados, na década de 1990, pouco modificaram essa enorme diferenciação geral de rendimentos do trabalho por causa da continuação do baixo valor do salário mínimo, da eliminação de empregos em grandes empresas que permitiam remunerações relativamente elevadas para homens com baixo grau de escolaridade e do aumento da distância entre os rendimentos das ocupações que exigem nível superior de escolaridade e os rendimentos das demais ocupações. Os rendimentos do trabalho das mulheres foram menos prejudicados pela eliminação dos empregos nas grandes empresas e mais favorecidos tanto pela relativa estruturação dos empregos pior remunerados quanto pelo aumento relativo das remunerações das ocupações que exigem nível superior de escolaridade.
- Revista Gênero, v.6n.2 - v.7 n.1
- Estudos Feministas, vol. 23, n.1
- Estudos Feministas, vol. 25, n.1
Este artigo analisa os enunciados relativos à maternidade que configuram o que chamamos de "norma" da maternidade. Seguimos as reflexões de Foucault, principalmente no que se refere à genealogia como forma de pensar o presente. Utilizamos o relato das trajetórias de mulheres que são mães e trabalhadoras para a produção dos materiais de análise. Os materiais possibilitaram a problematização de alguns enunciados que constituem a maternidade na contemporaneidade. Descrevemos a intensificação do investimento em um padrão de mulher mãe que tem como produto uma norma da maternidade. Essa norma da maternidade, apesar de ser produzida socialmente, passa a ser naturalizada. Ela funciona associando algumas características a um modo de ser mãe considerado mais adequado, tais como tempo e idade certos para ser mãe, número de filhos, condições financeiras. A partir dela, outros modos de ser mãe são avaliados e hierarquizados.
- Estudos Feministas, vol. 17, n.2
- Estudos Feministas, vol. 25, n.1




