Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “sexualidade”

246 resultados

Artigo
A epistemologia do armário

Nesta versão condensada de seu livro homônimo, Sedgwick esboça uma reflexão sobre o “armário” como um dispositivo de regulação da vida de gays e lésbicas que concerne, também, aos heterossexuais e seus privilégios de visibilidade e hegemonia de valores. A pesquisadora norteamericana afirma que “o armário”, ou o “segredo aberto”, marcou a vida gay/lésbica no último século e não deixou de fazê-lo mesmo após o marco de Stonewall em 1969. Sedgwick argumenta ainda que esse regime, com suas regras contraditórias e limitantes sobre privacidade e revelações, público e privado, conhecimento e ignorância, serviu para dar forma ao modo como muitas questões de valores e epistemologia foram concebidas e abordadas na moderna sociedade ocidental como um todo.

  • Cadernos Pagu, Quereres, v.28
  • 2007
Artigo
ARMADILHAS DA NOVA ERA: NATUREZA E MATERNIDADE NO IDEÁRIO DA HUMANIZAÇÃO DO PARTO

Este artigo trata de caracterizar brevemente o Movimento pela Humanização do Parto e do Nascimento no Brasil, o qual tem buscado promover modificações na assistência ao parto e ao nascimento, sobretudo no âmbito da saúde coletiva. Busca também refletir sobre as noções de Natureza e Maternidade, centrais no ideário do Movimento, bem como os limites de uma noção de empoderamento das mulheres nesse contexto.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.2
  • 2002
Artigo
Interseccionalidade em uma era de globalização: as implicações da Coferência Mundial contra o Racismo para as práticas feministas transnacionais

Este relatório analisa a interseccionalidade como uma abordagem feminista com significante impacto nos discursos e debates durante o Fórum de ONGs e a Conferência Mundial Contra o Racismo, em Durban, África do Sul. O termo ‘interseccionalidade’ se refere às articulações entre a discriminação de gênero, a homofobia, o racismo e a exploração de classe. Falando do lugar de enunciação de mulheres de cor feministas situadas nos territórios geográficos dos Estados Unidos, as autoras enfatizam algumas questões-chave e tendências dos movimentos sociais que foram ignoradas pela mídia estadunidense. Alternativamente, o relatório examina como a introdução das ‘intolerâncias correlatas’ na agenda da Conferência permitiu discussões mais amplas sobre os efeitos da globalização no agravamento do racismo e sobre as múltiplas opressões com relação à orientação sexual e aos direitos sexuais. As autoras argumentam que uma insistência na significância do gênero e da raça, bem como da classe, no contexto do capitalismo neo-liberal, coloca novas e importantes coordenadas nos mapas do feminismo transnacional e do crescente movimento anti-globalização

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.1
  • 2002
Artigo
Orientação sexual nos parâmetros curriculares nacionais

A sexualidade é atualmente vista como um problema de saúde pública, sendo a escola local privilegiado de implementação de políticas públicas que promovam a saúde de crianças e adolescentes. Assim, ela foi constituída, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em tema transversal, a fim de disseminar-se por todo campo pedagógico e irradiar seus efeitos em domínios os mais heterogêneos, dentre outros, na Educação Física. Esta pesquisa analisou o dispositivo da sexualidade nos PCNs, buscando identificar a concepção de sexualidade ali presente, a singularidade histórica desta proposta e seus possíveis efeitos na escola e, mais especificamente, na Educação Física.

  • Estudos Feministas, vol. 9, n.2
  • 2001
Artigo
Violência sexual contra crianças na mídia impressa: gênero e geração

O presente trabalho objetiva resgatar o que foi publicado sobre violência sexual contra crianças e adolescentes por um jornal de grande circulação, O Estado de S.Paulo. A pesquisa abrangeu o século XX e cobre as diversas formas de violência sexual: incesto, crimes violentos cometidos por estranhos, crimes contra a honra, lenocínio e prostituição, pornografia infantil e pedofilia. Apresento o material em dois blocos: o primeiro reporta ao início do século e o segundo ao final do período, procurando chamar a atenção para a forma como os crimes sexuais eram noticiados e para os sentimentos sociais presentes nesses textos. Na conclusão, analiso as principais transformações na forma do jornal noticiar a violência sexual.

  • Cadernos Pagu, v.26
  • 2006

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