Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “mulheres”

225 resultados

Artigo
Direitos Humanos e gênero no cenário da migração e do tráfico internacional de pessoas

Este texto apresenta algumas observações sobre as violações de direitos humanos que têm lugar na migração internacional e no tráfico de pessoas a partir dos relatos de mulheres migrantes abordadas pela equipe do Posto de Atendimento Humanizado aos/às Migrantes, no aeroporto internacional de Guarulhos. A apresentação desses casos mostra a violação de direitos nesse contexto e a importância de se discutir o enfrentamento ao Tráfico de Pessoas a partir de uma perspectiva de gênero e Direitos Humanos.

  • Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
  • 2008
Artigo
A condição das mulheres no Islã: a questão da igualdade

No ocidente, o tema da condição das mulheres no Islã está ligado à representação que geralmente se faz do Islã e dos muçulmanos. É uma representação constituída por estereótipos, esquematizações reducionistas e por confusões conceituais. A realidade do Islã e das sociedades muçulmanas possui muito mais nuances e freqüentemente não corresponde às idéias estabelecidas. A condição de inferioridade e precariedade a que está confinada a maior parte das mulheres muçulmanas, revela principalmente a hegemonia de uma mentalidade e de um sistema patriarcal que instrumentaliza sua leitura da religião para legitimar as situações de dominação, de violência e de exclusão em relação às mulheres. Partindo desta constatação, a autora propõe uma outra leitura do Islã e uma reflexão sobre a noção de igualdade no Alcorão e Sunna, na sua relação com o contexto da revelação, as finalidades da Chari’a e as perspectivas de evolução que podem revelar o referencial islâmico. Este trabalho de base é passível de reduzir as distâncias entre os princípios de igualdade entre os sexos inscritos nas convenções internacionais e seu equivalente no Islã.

  • Cadernos Pagu, Mudanças, v.30
  • 2008
Artigo
Estereótipos e mulheres na cultura marroquina

Estereótipos sobre as mulheres no Marrocos podem ser caracterizados como crenças culturais incompletas e inexatas mantidas por algumas pessoas e que se encontram inscritos em expressões lingüísticas ou em discursos subliminares. A cultura popular marroquina emprega representações poderosas para transmitir e sustentar tais estereótipos. Embora existam alguns estereótipos positivos, a maioria dos estereótipos sobre as mulheres no Marrocos é negativa e reflete ditames patriarcais subliminares que estruturam as relações de gênero nas culturas marroquinas. As mulheres marroquinas, no entanto, não são receptoras e transmissoras passivas, mas usam estratégias para lutar contra esses estereótipos.

  • Cadernos Pagu, Mudanças, v.30
  • 2008
Artigo
FEMINISMO EM MOVIMENTO: TEMAS E PROCESSOS ORGANIZATIVOS DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

O texto apresenta uma comparação entre o surgimento e desenvolvimento do processo Fórum Social Mundial e a Marcha Mundial das Mulheres no Brasil. O Fórum teve uma enorme contribuição para historicizar a globalização capitalista e mudar os termos do debate, e o movimento de mulheres tem sua trajetória imersa neste contexto, assim como o feminismo tem um grande potencial para desnaturalizar o discurso sobre a globalização e a economia neoliberal. O texto também mostra as relações construídas entre os movimentos sociais e suas agendas em comum que vêm se expressando no conjunto das ações do movimento antiglobalização.

  • Estudos Feministas, vol. 11, n.2
  • 2003
Artigo
Política de interesse, política de desvelo: representação e ``singularidade feminina´´

O artigo discute diferentes estratégias de justificação da adoção de quotas eleitorais por sexo, com ênfase naquelas que reivindicam um estatuto moral diferenciado para as mulheres. Elas introduziriam um novo tipo de política, mais desinteressado e altruísta, reflexo do seu treinamento social como responsáveis pelo cuidado com os mais fracos (a começar pelas crianças). No entanto, essa “política do desvelo” ou “política maternal” termina por perpetuar a inserção subordinada das mulheres no mundo da política, na medida em que o cartão de ingresso é exatamente a negação da ação em defesa dos próprios interesses.

  • Estudos Feministas, vol. 9, n.1
  • 2001

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