CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este trabalho teve como objetivo identificar as semelhanças na vida de mulheres em situação de abuso e dependência de álcool, sobretudo ao que se refere às suas características sociodemográficas e às relacionadas ao consumo de álcool. Trata-se de um estudo exploratório descritivo realizado com um total de 214 mulheres que ingressaram no Serviço de Estudos e Atenção a usuários de Álcool e outras Drogas (SEAD) do Hospital Universitário, Universidade de Brasília - DF, no período de 1990 a 2001. Os dados foram coletados a partir de informações do questionário de acolhimento do serviço e de entrevistas semi-estruturadas realizadas com um grupo de dez mulheres que se encontravam em tratamento. Encontrou-se que, em geral, a clientela feminina atendida no serviço tem cerca de 40 anos de idade, baixa escolaridade, é dona de casa ou trabalha como empregada doméstica, tem renda pessoal baixa, consome álcool em níveis considerados de alto risco para a saúde, viveu ou ainda vive em ambiente familiar de conflito ou até mesmo violento. Concluiu-se pela necessidade de um atendimento específico às mulheres alcoolistas com a adoção de estratégias diferenciadas e criativas que leve em conta sua história de vida e suas reais necessidades.
- Universidade de Brasília
- Mestrado
Este é um estudo sobre uma Casa e suas moradoras, a Casa da Estudante Universitária de Curitiba, "um lar em terra estranha" organizado para abrigar jovens mulheres que estavam entrando na universidade em busca de uma formação profissional. Nosso objetivo ao realizar esta pesquisa sobre a CEUC através de seus significados e do quotidiano de suas moradoras foi, por um lado, entender como uma categoria especifica de mulheres - estudantes universitárias - começou a viver e a lidar com a experiência da individualização e, por outro lado, desvelar a construção da identidade feminina à luz de algumas representações sobre o feminino no Brasil entre a década de 50 e o inicio dos anos 60.
- Universidade Federal do Paraná
- Mestrado
Esta dissertação tem por objetivo discutir a difícil aliança das mulheres com o Direito Penal. Os marcos teóricos que fundamentam esta discussão são a o conceito de gênero, a Criminologia Crítica e a Criminologia Feminista. O feminismo tem denunciado que o direito é androcêntrico e criador de gênero, e que, portanto, as mulheres não são vistas como sujeitos de direitos. A Criminologia Critica, por sua vez, desmistificou o direito penal igualitário, demonstrou a deslegitimidade do sistema penal e a falsidade do discurso jurídico penal como garantidor dos direitos humanos e a necessidade da mínima intervenção penal. A Criminologia Feminista denuncia que embora crítica, a Criminologia Crítica também não incorpora a contribuição da teoria feminista. As criminólogas feministas analisam as possibilidades e impossibilidades do discurso feminista aliar-se com o Direito Penal na defesa dos direitos humanos das mulheres. O eixo fundamental da dissertação propõe discutir, à luz destes marcos teóricos, se o discurso feminista criminalizante no Brasil pode ser uma boa estratégia para a defesa dos direitos das mulheres. Ou seja, se as mulheres devem recorrer ao Direito Penal.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
A partir do estudo etnográfico junto a um grupo de Promotoras Legais Populares (PLPs) atuantes no Serviço de Informação à Mulher (SIM), esta dissertação analisa novas formas de participação política de mulheres das camadas populares urbanas. O universo pesquisado é constituído por mulheres dos grupos populares porto-alegrenses, formadas no curso de capacitação legal oferecido pela Organização Não-Governamental (ONG) feminista gaúcha Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero. Tal curso objetiva instrumentalizá-las para a defesa dos direitos humanos das mulheres. A pesquisa situa-se na cidade de Porto Alegre/RS, no final da década de 90. Tal contexto apresenta uma configuração política particular, a qual oferece inúmeros canais para a participação política popular, em especial para as mulheres dos grupos populares urbanos. Esta análise concentra-se no sentido êmico atribuído à participação política - entendida como uma forma de mudança estratégica e contextual tanto do ideário feminista quanto dos códigos que regem o campo político pelo qual estas mulheres circulam.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
O objetivo deste trabalho é estudar o movimento feminista que se constituiu, a partir da segunda metade das década de 70, em São Paulo. Pretendo analisar, por um lado, as peculiaridades de suas práticas, de sua ideologia, do perfil e composição do seu quadro de militantes, de sua dinâmica e de sua trajetória no cenário político brasileiro. Por outro lado, pretendo analisar as representações e formulações feministas sobre a condição feminina - e indiretamente masculina - e suas implicações nas práticas políticas, sociais e culturais acionadas pelo movimento. Para tanto, realizei uma pesquisa no grupo SOS-MULHER (criado em outubro de 1980 e fechado em novembro de 1983), escolhido como campo privilegiado de investigação pelo fato de apresentar uma dimensão sintética das concepções, da ideologia e das formas de organização do movimento feminista.
- Universidade Estadual de Campinas
- Mestrado
