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Sobre o CEDOCObras sobre “direitos humanos”
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O objetivo deste artigo é discutir as limitações e os avanços nas relações de gênero ocorridas no Brasil e no mundo nos 70 anos desde a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial, desde a VI Conferência Mundial das Mulheres ocorrida em 1995, com base no relatório El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las Economías para Realizar los Derechos elaborado pela ONU Mulheres, em 2015. Os dados, de modo geral, revelam conquistas substantivas das mulheres nas últimas sete décadas. Mas também mostram a existência de uma revolução incompleta, com manutenção da divisão sexual entre trabalho produtivo e reprodutivo, o que limita a autonomia e o empoderamento das mulheres na família e na sociedade.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.2

A pobreza, evidenciada pela desigualdade, é observada como uma propensão à insustentabilidade. Constata-se essa conjuntura controversa na assimetria que rege as relações sociais entre homens e mulheres. Do ponto de vista do ecofeminismo, visou-se estabelecer uma análise da figura da mulher e da natureza na Reserva Extrativista de Canavieiras - BA, tomandose por base experiências de natureza etno-metodológica. De acordo com os levantamentos realizados, a unidade de conservação estudada possui grande tendência à insustentabilidade seja na performance de suas atividades extrativistas junto à natureza, seja no tratamento com as mulheres, isto é, ao ‘silenciamento’. Todavia, analisa-se, também, a maneira peculiar como esta situação tem sido transcendida, por meio do empoderamento feminino das extrativistas da reserva em consonância com a extensão da universidade.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1

O objetivo deste artigo é o de analisar como o assassinato de um homossexual foi tratado em um tribunal da Capital da República em meados do século XX. Os autos criminais podem revelar aspectos significativos sobre a aplicação do direito nas instâncias judiciais. Ressaltamos como a cultura jurídico-penal no país continuou reproduzindo os mesmos padrões socioculturais das culturas jurídico-penais ocidentais; em última instância, condenando o prazer ou pelo menos determinadas formas de senti-lo. Da mesma forma, inferimos que, por intermédio da legalidade processual, se reprimiu determinado comportamento sexual, já que a legalidade formal não preceituava a homossexualidade como crime.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.1

Este artigo se refere aos desafios enfrentados por uma escola pública ao propor um projeto pedagógico pautado pelas diretrizes do respeito aos direitos humanos da diversidade sexual. Para tanto, utiliza dados que expõe a dificuldade de se implementar um discurso de cidadania extensivo aos grupos associados ao segmento LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Nesse sentido, o texto reflete sobre o fato de a proposta curricular não enfrentar alguns paradoxos, como os de uma noção de igualdade que não contemplava a inclusão das diferenças. Para fazê-lo, aborda três aspectos que se desdobram com o projeto pedagógico da escola: o primeiro se refere ao eixo da proposta, o qual não reconhecia o confronto entre a noção universalista de direitos e os valores locais; o segundo emergia sob a equalização do grupo discente – por meio da idéia de um sujeito universal de conhecimento – que instalava a dificuldade da proposta curricular em acessar os significados subjetivos referentes a diferentes esquemas culturais de representação das relações de gênero e das sexualidades; e, por fim, a tensão produzida pelas descontinuidades dos conteúdos curriculares ao tratar questões referentes à diversidade sexual e a dificuldade de acolhimento e reconhecimento dos direitos das populações LGBTT na unidade de ensino.
- Revista Gênero, Vol. 12, n. 1

Este artigo examina ações de cidadania e de proteção dos direitos humanos das mulheres. Aborda a articulação global de movimentos de mulheres e feministas e o seu impacto na configuração de acordos internacionais e agendas públicas nacionais nos três últimos decênios. A análise busca a conexão entre estudos feministas, de gênero e de capital social para refletir sobre os padrões de inserção política feminina nos âmbitos mundial e brasileiro, avaliar os sentidos e significados dessa participação e a sua incidência na geração de mudanças legais e culturais orientadas à equidade de gênero e à expansão da cidadania das mulheres.
- Estudos Feministas, vol. 20, n.1
