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Sobre o CEDOCObras sobre “direitos humanos”
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O véu, real ou metafórico, das mulheres muçulmanas faz, hoje em dia, parte de um claro e sonante argumentário político a diferentes níveis. Este artigo relembra a necessidade de objectivar o modo como as relações generificadas entre a Antropologia, o Islão e as políticas internacionais e nacionais contribuíram para a produção desse argumentário, concorrendo, assim, para o seu espessamento político. Para “descobrir” as mulheres muçulmanas, a Antropologia tem que se “desvelar” de constrangimentos políticos imediatos.
- Cadernos Pagu, Mudanças, v.30

Tanto os aspectos de gênero da discriminação racial quanto os aspectos raciais da discriminação de gênero não são totalmente apreendidos pelos discursos dos direitos humanos. O presente documento, baseado no crescente reconhecimento de que as discriminações de raça e de gênero não são fenômenos mutuamente excludentes, propõe um modelo provisório para a identificação das várias formas de subordinação que refletem os efeitos interativos das discriminações de raça e de gênero. Este documento também sugere um protocolo provisório a ser seguido, a fim de melhor identificar as situações em que tal discriminação interativa possa ter ocorrido e, além disso, defende que a responsabilidade de lidar com as causas e as conseqüências dessa discriminação deva ser amplamente compartilhada entre todas as instituições de direitos humanos.
- Estudos Feministas, vol. 10, n.1

A união civil entre pessoas do mesmo sexo é analisada neste ensaio discutindo-se as raízes do preconceito anti-homossexual e a luta pela cidadania de Gays, Lésbicas e Transgêneros no Brasil, elencando-se as diferentes manifestações da homofobia em nosso meio social. Desconstruímos, a seguir, as opiniões contrárias ao casamento homossexual, argumentando com evidências etho-históricas a justeza de se estender direitos iguais aos casais do mesmo sexo, inclusive o reconhecimento legal da união civil.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.2

Este artigo examina a criação e a atuação do grupo Madres de Plaza de Mayo durante a ditadura militar argentina (1976-1983) e nos governos democráticos, quando ocorreu uma cisão interna no movimento e a criação de dois grupos distintos: Asociación Madres de Plaza de Mayo e Madres de Plaza de Mayo ? Línea Fundadora. Com relação ao período ditatorial, objetiva-se discutir as estratégias de atuação e as formas de repressão que irão abater-se sobre o grupo. No período democrático, os fatores que levaram à cisão do movimento e às novas formas de atuação.
- Revista Gênero, v.3 n.1

- Revista Linhas Críticas
