Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “mercado de trabalho”

16 resultados

Artigo
A estrutura econômica num prisma de gênero - PNAD/IBGE 2008

Este estudo tem como objetivo avaliar o mercado de trabalho brasileiro sob o ângulo do trabalho produtivo, aquele que gera mercadorias, portanto passível de transações econômicas. O avanço do movimento de mulheres e feministas, no Brasil e no mundo, ainda não foi capaz de acabar com a velha divisão do trabalho: às mulheres cabem, como no passado, as atividades relativas à reprodução da vida, e, como novidade, elas também assumem agora as outras, correspondentes à produção de bens e serviços. Utiliza uma estatística descritiva para avaliar os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IGBE), para o ano de 2008, e assim caracterizar as diferenças de gênero que permanecem na estrutura econômica. Esta fotografia das atividades econômicas mostra a contribuição das mulheres e homens para o processo de desenvolvimento, mas realça suas diferenças e a permanência do passado.

  • Revista Gênero, Vol. 12, n. 1
Artigo
Identidade de gênero e identidade profissional no campo de trabalho

O texto apresenta uma reflexão crítica sobre algumas teorias de gênero, buscando evidenciar as principais questões referentes às mulheres no mercado de trabalho. Este artigo também discute algumas das limitações de gênero com as quais as mulheres se deparam em sua inserção profissional e no desenvolvimento de suas carreiras.

  • Estudos Feministas, vol. 18, n.2
Artigo
HISTÓRIAS DAS DIFERENÇAS E DAS DESIGUALDADES REVISITADAS: NOTAS SOBRE GÊNERO, ESCRAVIDÃO, RAÇA E PÓS-EMANCIPAÇÃO

Este artigo procura refletir sobre aspectos da história da escravidão, da pósemancipação e do tempo presente da mulher negra, especialmente em termos de sua atual inserção no mercado de trabalho. Na primeira parte, o artigo aborda a bibliografia sobre a história da mulher escrava e analisa algumas narrativas sobre famílias, cotidiano e estratégias femininas de escravas, crioulas, forras e africanas nos séculos XVIII e XIX a partir de testamentos. Na segunda parte, o artigo busca estabelecer um diálogo entre os tempos passado e presente. Assim, o texto analisa o mercado de trabalho brasileiro contemporâneo com especial ênfase sobre os parâmetros precários de acesso para as mulheres negras.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.3
Artigo
NA ANTE-SALA DA DISCRIMINAÇÃO: O PREÇO DOS ATRIBUTOS DE SEXO E COR NO BRASIL (1989–1999)

O Brasil se caracteriza por elevados patamares de desigualdades nos rendimentos entre negros e brancos, homens e mulheres. Para analisar com medidas robustas o nível de discriminação prevalecente no mercado de trabalho procuramos, neste texto, controlar os efeitos de atributos individuais (como escolaridade e idade) e de características dos espaços de trabalho (como formalização da relação de trabalho, região geográfica e posição na hierarquia de ocupações). A partir da comparação entre duas bases de microdados da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, relativas aos anos de 1989 e 1999, foi possível avançar três ordens de resultados. Em primeiro lugar, que a discriminação no mercado, no que concerne às mulheres, é ainda mais elevada que aquela medida pelo simples hiato entre os seus rendimentos e aqueles auferidos pelos homens; já com respeito aos trabalhadores/as negros/as, o efeito líquido que poderia ser atribuído à discriminação salarial parece menos elevado, na medida em que outros fatores, por vezes ainda mais importantes, atuam simultaneamente, explicando as significativas diferenças salariais que os separam dos/das trabalhadores/as brancos/as. Em segundo lugar, observamos que a década de 1990 reduz a intensidade com que fatores ligados à discriminação de sexo e cor atuavam sobre tais desigualdades; entretanto, tal redução é ainda de pequena monta e se sustenta nas perdas importantes ocorridas no salário médio dos homens, notadamente brancos. Em terceiro lugar, quando observados ao longo das distintas posições na distribuição de renda, os determinantes da desigualdade variam em sua importância, e os fatores ligados à discriminação de sexo e cor mostram-se os mais decisivos, em especial entre as mulheres e negros que chegam a galgar posições no topo da hierarquia social.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.2
Artigo
Instruídas e trabalhadeiras Trabalho feminino no final do século XX

Com base em informações oficiais do IBGE/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, do MTE/Ministério do Trabalho e Emprego e do MEC/Ministério da Educação e Cultura, o texto mostra a consolidação do acesso das mulheres ao mercado de trabalho na década de noventa e sua manutenção no mercado informal e formal, apesar das crises econômicas da década. Com ênfase na escolaridade, o artigo revela que a escolaridade feminina supera a masculina a partir do 2º grau, as jovens concluem os cursos técnicos e profissionais, assim como o ensino médio, em maior número do que os rapazes e constituem cerca de 60% dos que cursam o superior. Contudo, as moças concentram-se em algumas áreas do conhecimento – artes, humanas, biológicas e saúde – que as qualificam para ocupar posteriormente, no mercado de trabalho, os chamados guetos profissionais femininos.

  • Cadernos Pagu, Desafios da equidade, v.17_18

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