CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “políticas públicas”
33 resultados

A presente coletânea é fruto da iniciativa de diversos pesquisadores integrantes da rede colaborativa de pesquisa Brasil-Austrália na área de violência de gênero.
- Inglês
- Thiago Pierobom de Ávila, Aline Yamamoto, Cristina Elsner de Faria, Jude McCulloch, Kerry Carrington

As políticas públicas para o enfrentamento às desigualdades de gênero tendem a ser mais efetivas, segundo a ONU Mulheres, quando se utilizam da estrutura de direitos humanos para relacionar a política e a economia, ampliar a noção de trabalho e resgatar o princípio da universalidade. Ainda que essa estratégia possa funcionar para instituições multilaterais e Estados ela é insuficiente para a construção de agendas desde os movimentos feministas. Ao se utilizarem de referências como a economia feminista e ecológica na realização de alternativas coletivas, estes movimentos feministas constituem sujeitos políticos que co-constroem as políticas públicas que revertem as desigualdades.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.2

O objetivo do artigo é promover, através de pesquisa teórica bibliográfica, uma reflexão sobre os usos de substâncias psicoativas por mulheres. Reconhecer a necessidade de uma abordagem interdisciplinar, mas investir nos aspectos socioculturais relativos a tais práticas é o foco. O gênero, enquanto um determinante sociocultural, é priorizado. Homens e mulheres – enquanto diferentes atores sociais/culturais – conservam envolvimentos distintos com o consumo de substâncias psicoativas. Assim, considera que as mulheres constituem um segmento diferenciado de usuárias, com características e necessidades particulares, que devem ser consideradas pelas políticas públicas. As próprias mulheres, porém, não constituem um grupo homogêneo. Portanto, uma abordagem aos seus consumos de substâncias psicoativas deve ser feita integralmente, levando em conta os seus contextos e particularidades, e pautada em uma perspectiva de Redução de Danos.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.2

Neste artigo, apresenta-se uma análise crítica de ações, planos e programas governamentais, no campo da segurança pública, voltados para a população LGBT, no Brasil. A despeito da identificação de muitas propostas e de algumas iniciativas em curso, parte delas elaborada em espaços de discussão pública envolvendo governo e sociedade civil, o balanço final aponta absoluto desequilíbrio entre a violência homofóbica e a atuação do governo brasileiro para mudar este quadro. Tal constatação auxilia na compreensão da desconfiança de pessoas LGBT em relação ao Estado e a suas/seus representantes, em vários âmbitos da vida social em que direitos civis lhes são negados, mas especialmente na esfera da segurança pública, em que o nexo entre questionamento da norma heterossexual e violência ainda é recorrente.
- Estudos Feministas, vol. 22, n.1

O campo de estudos feministas e de gênero tem avançado à medida que se articula com outras categorias de análise, tais como geração, classe, raça/etnia, orientação sexual, região e religião. Uma questão, contudo, permanece à revelia do esforço de interseção dessas categorias, a saber, a deficiência. Para tanto, busca-se aqui avaliar algumas das possibilidades de análise de fenômenos sociais e culturais nas quais se considera oportuno o diálogo entre os estudos feministas e de gênero com o campo de estudos sobre deficiência. Espera-se proporcionar maior visibilidade para o debate dessa questão, avaliando seu potencial analítico e político em vista da sua contribuição para as políticas públicas.
- Estudos Feministas, Vol. 20, n.3
