CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “políticas públicas”
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O ensaio que se segue buscará discutir a política de identidade que está sendo proposta no Brasil com o fim de combater o racismo. Pretende refletir sobre o significado da racialização das políticas públicas e também dos nossos costumes. A questão central discutida é o objetivo dessas políticas. A partir de mitos de origem tanto do racismo quanto do combate ao racismo, procura-se descrever a história recente da introdução dessas políticas com base na "raça" e seus objetivos.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
- 2008

El artículo analiza el caso del proceso de elaboración de políticas de salud reproductiva en el Perú, en el contexto de las reformas de las políticas sociales implementadas durante los últimos 15 años. Las reformas en el sector de la salud sólo han reparado en forma parcial el acceso desigual de las mujeres a la planificación familiar, a los derechos reproductivos y a la atención materna. Las fuentes principales de desigualdad están relacionadas con la naturaleza segmentada del sistema de la atención de la salud que ocasiona, entre otros temas, que la mayoría de las mujeres sin seguro provenientes de las clases populares dependan de qué y cómo sean provistos los servicios públicos de la atención médica. Por otra parte, el continuo papel de sectores conservadores en los debates sobre políticas de salud reproductiva sigue teniendo un impacto sobre los servicios públicamente disponibles de planificación familiar
- Estudos Feministas, vol. 15, n.2
- 2007

O presente texto se baseia no debate proposto por Mary Hawkesworth no artigo “A semiótica de um encontro prematuro: o feminismo em uma era pós-feminista”, orientando-se por um olhar latino-americano-caribenho sobre as transformações do feminismo e as conquistas das mulheres em momentos cruciais dessa articulação, relembrando fases memoráveis como a renovação dos ideais feministas, a autonomia do movimento de mulheres negras e sua interrelação com o ativismo negro e feminista, articulações internacionais sintonizados com a realidade/diversidade brasileira e a incorporação da agenda feminista nas instâncias governamentais. A autora expõe o dinamismo e a capacidade de retroalimentação do feminismo brasileiro, características que possibilitam a força necessária para sua sobrevivência e inovações harmonizadas com a evolução de valores sociais diante das conquistas decorrentes de sua existência nos cenários local, regional e global. Substancialmente, desenvolve o texto com ênfase no ativismo local como desencadeador de uma ação efetiva de Estado para eqüidade de gênero e raça.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.3
- 2006

Para um contingente importante de mulheres, sobretudo as de classe média urbana, as experiências de escolarização proporcionada pelas políticas sociais e, mais especificamente, pelas políticas educacionais implantadas isoladamente a partir dos anos 1920, que efetivamente se institucionalizaram na chamada era Vargas, foram em larga medida responsáveis por importantes mudanças no sistema de gênero, especialmente no que diz respeito à inserção profissional de mulheres no mundo acadêmico e científico. Este texto tem o propósito de rever uma interpretação relativamente consolidada na literatura sobre esse assunto, que tende a minimizar as conseqüências operadas por essas reformas no perfil educacional da população feminina.
- Cadernos Pagu, Ciência, substantivo feminino, plural, v.27
- 2006

Este artigo propõe uma reflexão sobre o processo de conscientização e mobilização em torno do tema trabalho da criança, as lutas sociais no combate à sua eliminação e o processo de implementação de um dos programas mais atuantes na área – o IPEC (Programa Internacional de Eliminação do Trabalho Infantil). Através de um breve retrospecto histórico sobre a entrada do tema trabalho da criança na agenda nacional e internacional, descrevo a atuação dos atores sociais que fizeram parte da discussão e da criação de projetos e de programas de erradicação do trabalho infantil, discutindo a consolidação dos movimentos sociais em defesa das crianças e dos adolescentes. A análise das representações do trabalho infantil na família e no cotidiano das crianças e dos adolescentes está atravessada pela questão de gênero, observada nas falas das crianças e adolescentes, bem como de suas famílias.
- Cadernos Pagu, v.26
- 2006
