CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “sexualidade”
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O presente trabalho foi desenvolvido valendo-se da metodologia de pesquisa bibliográfica e documental, contando com dados coletados junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e a grupos informais, pessoas e organizações não-governamentais que trabalham com o tema do homoerotismo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Partindo da contribuição teórica trazida pela epistemologia feminista, tomamos como marco teórico principal a formulação de Michel Foucault - sobre os saberes, a busca da verdade em torno da sexualidade humana, e o exercício de poder e controle sociais aí implicados - bem como a metodologia proposta por Alda Facio para análise do fenômeno jurídico. Procuramos desvendar, a partir daí, nos marcos da filosofia do direito, os reflexos produzidos pela postura androcêntrica sobre a ciência jurídica, que historicamente conduziram à segregação não apenas das mulheres como sujeitos de direito, mas excluíram a expressão homoerótica da esfera protetiva que o moderno estado de direito propôs. Destacamos, para tanto, o questionamento que a jurisprudência obtida no Rio Grande do Sul atualmente tem provocado a esta impostura excludente, à luz do princípio de igualdade, bem como a mobilização social que tem sido catalisadora deste processo de renovação, também em nível legislativo.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
O trabalho pensa o afeto, o amor e a sexualidade entre mulheres. Para tanto, as análises são norteadas a partir de três categorias: o dionisíaco, o hedonismo e a ambivalência existencial. As exigências da pesquisa impuseram a seleção de sujeitos e espaços específicos que constituem a análise e são detalhados no trabalho.
- Universidade Federal do Rio Grande do Norte
- Mestrado

O presente trabalho possui como tema o gênero e a sexualidade das travestis do centro de Belém do Pará. Possui como objetivo identificar e analisar as técnicas corporais que identificam e caracterizam o corpo travesti. Para identificar as técnicas, foi utilizado o método de observação participante com o grupo de estudo. A construção de uma identidade travesti se forma com base no modelo de gênero socialmente construído, o corpo travesti possui ao mesmo tempo um feminino e um masculino. Um feminino, todo particular, pensado e construído a sua maneira e ao mesmo tempo um masculino, inscrito no corpo biológico. Essa construção de um corpo travesti, entende-se como técnica corporal, pois, é no corpo e através dele que as pessoas são identificadas como travestis
- Universidade Federal do Pará
Esta tese de doutorado em Psicologia buscou cartografar territórios existenciais que se constituem nas experiências de homens que atuam no mercado do sexo. Inicialmente, foram apresentados alguns debates contemporâneos sobre prostituição, trabalho sexual e mercado do sexo. Destacaram-se algumas produções discursivas sobre a prostituição masculina, prática que historicamente esteve atrelada ao campo do desvio e das dissidências sexuais. A escolha teórico-metodológica que orientou a pesquisa foi balizada principalmente pelos princípios de cartografia (Deleuze e Guattari), de uma cartografia queer (Preciado) e de uma teoria radical do sexo (Rubin). Como estratégia de pesquisa, optou-se transitar por algumas redes pelas quais os garotos de programa circulam; conhecer e frequentar os territórios nos quais esses sujeitos atuam; problematizar imbricamentos macro e micropolíticos na constituição desses territórios; e, no diálogo com os boys, escutar suas histórias e narrativas de si. Para o traçado das cartografias, foram realizadas observações participantes nas chamadas "saunas gays" (estabelecimentos comerciais destinados a sociabilidades lúdicas e ao intercâmbio sexual entre homens) que permitiam o exercício do trabalho sexual de garotos de programa. O pesquisador frequentou saunas nas três capitais da região sul do Brasil (Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR)) e na capital paulista (São Paulo). Além das observações sobre as dinâmicas desses territórios, pôde-se conversar, de maneira informal, com vários homens trabalhadores do sexo que atuavam nesses espaços. Também foram realizadas entrevistas em profundidade com onze garotos de programa que trabalhavam em saunas dessas quatro cidades. As saunas foram problematizadas como pontos de territorialização do trabalho sexual, ou seja, se constituíam, para aqueles com os quais se pôde dialogar, como os principais territórios para o exercício do trabalho sexual, pelo menos naquele momento de suas vidas. Porém, como se nota ao longo dos capítulos, o trabalho sexual e o mercado do sexo não estão restritos a uma única territorialidade, mas estão articulados a diversas redes de circulação e em relações de agenciamentos com variados fluxos. A partir da escuta das narrativas dos interlocutores, foram analisados, desde diferentes ângulos, alguns vetores de territórios existenciais constituídos nos fluxos do mercado do sexo. Assim, foram problematizados os fluxos, códigos e territórios movimentados nas dinâmicas dos mercados do sexo; os modos pelos quais alguns homens aprendem o trabalho sexual e a se posicionar como garotos de programa; o caráter performativo das posicionalidades de sujeitos acionadas nessas práticas; os deslocamentos e migrações (trans)nacionais motivados pelo trabalho sexual; a construção das materialidades do corpo dos boys; entre outros temas.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado

Masculino, feminino, plural é a terceira coletânea de artigos sobre gênero que a Editora Mulheres publica como desdobramento de sua Série Ensaios. Em masculino, feminino, plural: gênero na interdisciplinaridade, encontramos textos que refletem as significativas diferenças teóricas, para a abordagem da problemática do gênero, presentes hoje na produção acadêmica brasileira. Além de apontarem para a originalidade da temática brasileira, os ensaios aqui reunidos revelam uma preocupação em dialogar com os debates sobre gênero e sexualidade que se fazem hoje no plano internacional.
- Português
- Joana Maria Pedro
