Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “subjetividade”

37 resultados

Artigo
(Des)construções do masculino e do feminino na relação de mulheres-mães com filhos e filhas

Este artigo apresenta reflexões formuladas a partir de uma pesquisa que buscou problematizar a experiência de mulheres-mães na relação construída com filhos e filhas na perspectiva do masculino e do feminino. A partir da estratégia da desconstrução, realizou-se a leitura de textos produzidos por mulheres-mães buscando evidenciar a lógica falologocêntrica que sustenta os atributos designados às mulheres e aos homens, bem como problematizar binarismos que sustentam o par disjuntivo feminino e masculino. O jogo de forças atuante no desvelamento da desconstrução e no esforço de barreira operado pela metafísica da presença abre brechas para a elaboração de práticas que embaralham os limites entre o que é estar na norma ou fora dela, ampliando as possibilidades de experiências subjetivas.

  • Estudos Feministas, Vol. 20, n.3
Artigo
Mídia e a figura do anormal na mira do sinóptico: a constituição discursiva de subjetividades femininas

Neste artigo, a partir de estudos foucaultianos, discutem-se as noções de masturbação, anomalia e práticas de confissão, associadas a investigações voltadas para as subjetividades femininas veiculadas pela mídia, cujas imagens apresentam modelos para a construção de novos sujeitos. Utilizam-se também como dispositivos analíticos os estudos de Zygmunt Bauman, apoiados em Thomas Mathiesen, acerca do sinóptico como novo mecanismo de poder em funcionamento na mídia, e alguns assinalados por Rosa Maria Bueno Fischer. O que se pretende é discutir a materialidade lingüístico-discursiva do depoimento-confissão de uma mulher negra, pobre e idosa, selecionado da novela Páginas da vida, exibida pela TV Globo, em 2006, a fim de se apreenderem os efeitos de sentido que poderiam construir um dos primeiros sinais de sua "anormalidade". Tal discussão aponta para a reinvenção de uma outra figura do "anormal", com implicações éticas, uma vez que a mulher subverte práticas discursivas advindas de certos saberes e poderes.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.3
Artigo
Pensadoras de peso: o pensamento de Judith Butler e Adriana Cavarero

O texto expõe o ponto de vista de duas grandes filósofas feministas da atualidade, Adriana Cavarero e Judith Butler, sobre subjetividade e relacionalidade, mostrando como ambas distanciaram-se dos temas específicos do feminismo de maneira a aprofundar e ampliar suas reflexões sobre política e ética. Questionando a tradição, Cavarero não compactua nem com o binarismo metafísico nem com a impessoalidade pós-moderna, combinando uma perspectiva feminista com a arendtiana da subjetividade embasada na relacionalidade. No entanto, diferentemente do pensamento de Cavarero, sob a perspectiva desconstrucionista de Butler a linguagem molda corpo e identidade. A subjetividade está presa às normas e valores sociais. Butler e Cavarero repensam a subjetividade, alinhando-se quanto à relacionalidade, ou seja, deslocando a política para longe do ser imune e realocando-a no ser vulnerável em relação com o outro e com os efeitos das regras e valores sociais impostos.

  • Estudos Feministas, vol. 15, n.3
Artigo
Macho versus Macho: um olhar antropológico sobre práticas homoeróticas entre homens em São Paulo

Neste trabalho, minha proposta é tomar como foco de investigação práticas homoeróticas realizadas entre homens na cidade de São Paulo em espaços de sexo casual, grupal e/ou anônimo, envolvendo, em alguns casos, elementos fetichistas e/ou sadomasoquistas. Dados de campo preliminares, coletados sobretudo na Internet, permitem perceber a presença de discursos valorativos da masculinidade em parte destes contextos. A hipótese desta pesquisa é que tal valorização deve ser levada em conta no entendimento dos processos de materialização dos corpos e de construção da subjetividade entre esses homens.

  • Cadernos Pagu, Quereres, v.28
Artigo
Subversões do desejo: sobre gênero e subjetividade em Judith Butler

A partir da sugestão de Judith Butler de que o gênero é uma norma, ou seja, uma construção social histórica e contingente, o presente trabalho procura fazer uma análise crítica dos conceitos de identificação e sexuação na psicanálise, oriundos de uma concepção estruturalista do sujeito e da diferença sexual. Parte-se do princípio de que, embora gênero e subjetivação sejam reiterações da norma sexual, na própria instabilidade da repetição do mesmo é possível vislumbrar a positividade da subjetivação como resistência, singularidade e produção de diferença.

  • Cadernos Pagu, Quereres, v.28

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