CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “subjetividade”
37 resultados

A busca da adequação aos padrões de identidade socialmente impostos tem justificado e instituído as mais variadas formas de controle corporal. Há cerca de dois séculos vivemos um processo de contínuo disciplinamento e normalização dos corpos que também tem conseqüências subjetivas, pois a subjetividade está diretamente associada à materialidade do corpo. Assim, a história da criação de corpos e identidades sociais é também uma história dos modos de produção da subjetividade. O texto parte dessa constatação para discutir uma forma de resistência ao assujeitamento: a proposta foucaultiana de uma estética da existência.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.3

Tomo como ponto de partida neste ensaio a questão de um laço estabelecido entre diferença de gênero e tipos de agência. Meu interesse está na relação entre identidade de gênero e discursos de gênero, entre o gênero enquanto vivido e o gênero enquanto construído. Ao final do ensaio, discuto essas questões no contexto da violência interpessoal.
- Cadernos Pagu, Corporificando gênero, v.14
Considero bastante evidente que os textos melodramáticos podem atuar sobre os espectadores de vários modos. Não podemos simplesmente analisar as mensagens explícitas da trama e dos personagens, assim como não devemos nos limitar ao estudo da recepção. O que pretendo explorar neste ensaio, entretanto, é como a representação da emoção dos personagens no melodrama egípcio pode fornecer um modelo para um novo tipo de sujeito individualizado. A análise considera os objetivos dos produtores e escritores dos seriados televisivos, assim como a convivência de uma empregada doméstica com estes conteúdos.
- Cadernos Pagu, Olhares alternativos, v.21

O artigo oferece uma breve descrição de uma pesquisa centrada em Diários de Garotas Francesas. O texto discute problemas metodológicos relacionados com esse tipo de material, apoiando as possibilidades que ele abre, particularmente em lermos de explorar aspectos da subjetividade. Alguns dos diários analisados mostram a inversão da função da escrita, quando um método de adaptação torna-se um instrumento de emancipação, senão de contestação.
- Cadernos Pagu, Gênero, narrativas, memórias, v.8_9

O trabalho tem como referencial teórico as relações de gênero e a concepção de subjetividade sob o enfoque da Psicologia Sócio-Histórica. A partir de entrevistas realizadas com mulheres adultas que sofreram a violência sexual do estupro, e através da análise de seus relatos, destacam-se as repercussões, os significados e a produção de sentidos em suas subjetividades. Observa-se, sobretudo, a constituição de novas violências, agora simbólicas, infringidas pela cultura.
- Revista Gênero, v.2 n.1
